O presidente do senado, Renan Calheiros (PMDB) resolveu, nesta segunda-feira, dia 10 de agosto, sair em defesa do governo e tentar ajudar a buscar uma saída para a crise política instalada.

Em ritmo de reuniões intensas, no começo da semana, no Palácio do Planalto, o senador peemedebista lançou que se pode chamar de agenda Brasil. O projeto consiste em uma série de alternativas emergenciais que buscariam tirar o governo da presidente Dilma Rousseff de uma crise que vem se aprofundando a cada dia. 

A agenda Brasil parece ter sido bem recebida para a maioria dos parlamentares. Entretanto, isto não impediu críticas e opiniões divergentes, inclusive dentro do próprio partido da presidente.

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Alguns políticos o interpretaram como uma tentativa do governo para uma disposição maior para o diálogo. Segundo o deputado peemedebista pelo Ceará, Danilo Forte, o governo, após toda esta forte pressão popular está se mexendo para que os efeitos da #Crise econômica possam ser minimizados o mais rápido possível. Ainda segundo o senador Eunício Oliveira, do mesmo partido do presidente do senado, " A agenda Brasil representa uma proposta de contrapartida do governo em relação ao ajuste fiscal". Segundo ainda o mesmo, o foco principal seria "salvar o Brasil".

Entretanto, os pontos discutidos do programa tem gerado muita controvérsia e discussões entre alguns parlamentares. Para o deputado Chico Alencar (PSOL), a presidente tenta se reaproximar dos grupos mais populares que foram os responsáveis pela sua condução até às urnas, entretanto, ela contempla também uma aproximação com a elite econômica, segundo mesmo, responsáveis pela crise econômica deflagrada.

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O documento elaborado com a ajuda do Senado, compõem-se de três itens importantes:

  • Melhoria do ambiente de negócios;
  • Equilíbrio fiscal;
  • Proteção social.

Muitas são as críticas e comentários que surgem com a adoção deste documento. Alguns políticos acham que o mesmo, em contemplar uma relação com os dois atores antagonistas da crise econômica: o mercado internacional e os seus credores e do outro lado,  a população mais carente, poderá haver uma crescente demanda na tensão social entre a classe mais baixa, a mais afetada pelos efeitos da crise. Alguns cientistas políticos defendem a tese de que esta estratégia possui um caráter mais político, onde o presidente do senado, Renan Calheiros tenta assumir um papel de protagonista no governo e assim, recuperar seu prestígio e lugar de destaque, que andava muito esquecido nos dois últimos governos do PT na presidência.

As críticas vieram também do presidência da Câmara, mais precisamente de seu presidente, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

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Tido hoje como o coringa do governo, Cunha alertou que para que a relação entre o Senado e Presidência possa pôr em prática qualquer projeto, é preciso a aprovação dos deputados de forma expressa. Ele lembra que o poder legislativo brasileiro é bicameral, ou seja, é composto pela Câmara e pelo Senado. Qualquer tentativa de acerto pode incorrer apenas em um mero jogo de cena, sem efeito algum. O mesmo ressaltou ainda que não possui intenção em só trabalhar em pautas bomba. O mesmo acusa o Senado de querer assumir uma imagem de defensor das contas públicas, mesmo tendo aprovado um aumento de salário dos servidores do judiciário, o que compromete a política de ajuste fiscal do governo.                  #Reforma política