A presidente Dilma Rousseff antecipou para a noite deste domingo (9) uma reunião no Palácio da Alvorada, sua residência oficial, com a coordenação política do #Governo para avaliar o cenário político e definir estratégias para enfrentar a crise. O encontro com o grupo de ministros mais próximos da presidente está marcado para às 19h.

Essa reunião ocorre geralmente às segundas-feiras, mas nesta segunda (10) a presidente participará da inauguração do Terminal de Grãos do Maranhão, no Porto de Itaqui, e entregará unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida em São Luís (MA).

No encontro deste domingo com os ministros, será discutida a relação tensa que o governo enfrenta com o congresso nacional.

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Os principais assuntos da reunião serão a saída do PTB e do PDT da base aliada do governo, redução de ministérios e uma reforma ministerial que pode ser apressada para agradar o presidente do senado Renan Calheiros, que em encontro com a presidente nesta semana afirmou ser necessário o enxugamento da máquina pública.

Entre os ministros presentes no encontro estarão Aloizio Mercadante (Casa Civil), Jaques Wagner (Defesa) e Edinho Silva (Comunicação Social), do PT, Eliseu Padilha (Aviação Civil), do PMDB, e Gilberto Kassab (Cidades), do PSD, a coordenação política se reúne às segundas-feiras para avaliar o cenário político e definir as estratégias que o governo adotará ao longo da semana.

Entre vários temas delicados, a popularidade da presidente também pode ser um tema em discussão. Segundo o instituto Datafolha, o governo Dilma tem o maior índice de reprovação (71%) desde a redemocratização do país.

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Nem Collor atingiu esse patamar de reprovação quando sofreu o impeachment. Na última quinta-feira o presidente do senado, Eduardo Cunha, arquivou 4 pedidos de impeachment contra a presidente. Outros 10 pedidos, no entanto, continuam sob análise.

Além de todos esses problemas políticos, o governo ainda enfrenta uma grave #Crise econômica, com inflação, desemprego e taxa de câmbio em alta. A onda de má notícias para a presidente parece mesmo não ter fim.

  #Dilma Rousseff