A presidente Dilma Rousseff deu uma entrevista exclusiva nesta terça-feira, 11, ao jornalista Kennedy Alencar. O material foi exibido na noite desta quarta-feira, 12, no SBT. O canal de Silvio Santos conseguiu um grande furo de reportagem e na conversa com Dilma a presidente fala que cometeu erros, já que é humana. "Eu deveria ter me esforçado mais", disse a líder política do país. Com rejeição recorde, ela também afirmou categoricamente que não irá renunciar ao posto e que nada será capaz de levá-la a isso. "Jamais cogito de renunciar", disse a governante em uma frase que foi repetida outras duas vezes durante a entrevista exibida no SBT.

Aqui na Blasting News nossa reportagem já havia antecipado mais cedo a negativa de renúncia de Dilma. O jornalista Kennedy Alencar ainda quis saber se a presidente credita como golpe o atual momento político e perguntou à Dilma se ela se compara a outros presidentes, como Getúlio Vargas que se suicidou ou Fernando Collor, que pediu para deixar o #Governo.

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Dilma disse que não. Ela ainda lembrou que o Brasil sempre viveu um clima de golpe, mas que não acredita que tudo irá se concatenar para isso derrubá-la.

Impeachment

Outro ponto polêmico da fala de #Dilma Rousseff disse respeito ao movimento no Congresso Nacional sobre um possível pedido de #Impeachment. A presidente disse que não pode falar sobre coisas que ainda não aconteceram, deixando em aberto o assunto. Lembrando que seu governo é legítimo por conta dos votos que recebeu, a presidente ainda falou sobre as manifestações que irão acontecer no próximo domingo, 16. Segundo ela, os protestos são legítimos, mas não podem ser usados como massa de manobra para prejudicar o desenvolvimento do Brasil.

Rejeição

No início de agosto, uma pesquisa feita pelo Instituto Datafolha indicou que 71% dos brasileiros creditam o governo de Dilma como ruim ou péssimo.

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Ela já havia marcado uma entrevista exclusiva com Mariana Godoy da RedeTV!, mas depois acabou adiando o encontro. Um conversa com a Globo teria sido recusada em um momento que apenas 8% das pessoas se dizem satisfeitas com a forma de governar da presidente.