A presidente #Dilma Rousseff ganhou uma nova chance de se explicar junto ao Tribunal de Contas da União (TCU), no que foi considerado pedaladas fiscais, nas contas de 2014. O TCU deu a Dilma mais 15 dias de prazo.

Inicialmente, em junho, o TCU havia dado 30 dias para a presidente esclarecer os indícios de irregularidades que foram identificados nas contas do ano passado, entre eles, as pedaladas fiscais. No entanto, a pedido do senador Otto Alencar (PSD-BA) e por recomendação da própria área técnica do Tribunal, o prazo foi estendido em 15 dias.

Segundo o portal G1, Alencar fundamentou sua solicitação, alegando o surgimento de novos fatos, apontados pelo Ministério Público, e que tinham ficado de fora do processo das pedaladas.

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Esses novos fatos dizem respeito a alguns decretos editados por Dilma, em 2014, sem que tenham sido previamente aprovados pelo Congresso Nacional. Pelo menos dez decretos estão nessa situação e foram identificados pela área técnica do TCU. 

As "curiosidades" desse adiamento vem do fato que a solicitação de adiamento partiu de uma Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle, do Senado. Coincidentemente, logo após a negociação do pacote de medidas para tirar o país da #Crise econômica, proposto pelos senadores e aceito pelo Planalto. Logo após a aproximação entre Dilma e Renan Calheiros, presidente do Senado.

Para o #Governo seria um péssimo negócio se a votação das contas de 2014 fosse à plenário justamente agora. Dilma e Eduardo Cunha, presidente da Câmara, estão às turras.

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Cunha está ressentido pelo pacto firmado entre a presidente e Renan Calheiros e ameaçando não aprovar, na Câmara, nada que venha do Senado. Caso a votação fosse à plenário, Dilma ficaria à mercê dos bombardeios de Cunha.

O adiamento das explicações, junto ao TCU, dá à presidente da República, fôlego e tempo para se rearticular junto à base de apoio do Congresso Nacional.

De fato, o que está acontecendo em Brasília é um forte movimento para blindar a presidente e tirá-la "das cordas", salvando seu mandato. Nessa tropa de choque estão o vice-presidente Temer, o recém aliado presidente do Senado Renan Calheiros, a base do governo e até o ex-presidente Lula, que tem sido tão crítico de Dilma.

As próximas manifestações populares darão a medida se o movimento está dando certo.