O "companheiro petista” José Dirceu resolveu não abrir a boca. Como já era esperado, o ex-ministro de Lula não respondeu nenhuma pergunta dos deputados na CPI da #Petrobras. Os depoimentos estão acontecendo na cidade de Curitiba, sede das investigações da Operação Lava Jato.

O ex-ministro chefe da Casa Civil decidiu permanecer em silêncio durante todo o interrogatório. Ele foi o primeiro a ser ouvido na Justiça Federal e disse que iria seguir a orientação de seu advogado e iria permanecer em silêncio. O advogado Roberto Podval ficou ao seu lado durante os 20 minutos de depoimento. Como Dirceu não falou absolutamente nada, os deputados foram obrigados a liberá-lo.

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José Dirceu foi preso pela Polícia Federal na 17ª fase da investigação da Lava Jato, (intitulada de Operação Pixuleco) no dia 03 de agosto e foi transferido para Curitiba, no Paraná, no dia 04 de agosto. Segundo informações da Polícia Federal, Dirceu divide cela com mais duas pessoas, dois contrabandistas.

Segundo as investigações Dirceu era um dos principais articuladores do esquema de #Corrupção da Petrobras, o Petrolão. Ele é acusado de desvio de dinheiro, corrupção e lavagem de dinheiro.

Os deputados vão ficar em Curitiba até quinta-feira, 03 de setembro, para colher depoimentos e fazer acareações entre os presos da Lava Jato.

O irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva também ficou detido, mas por apenas cinco dias, como sua prisão era temporária, ele já foi solto. Já o ex-ministro de Lula não tem data para sair da prisão.

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Ele segue preso na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba. Na sua chegada, ele foi recebido por gritos de raiva da população, manifestações, fogos de artifícios e carros de som. Os manifestantes gritavam “Ladrão”, “Dirceu ladrão que morra na prisão”, “Polícia Federal orgulho nacional” e “queremos o Lula”.

Pixuleco

É como o ex-tesoureiro do #PT, João Vaccari Neto, chamava a propina. Ele usava o termo pixuleco para não ser pego pela Polícia Federal durante telefonemas. Ele está preso desde a 16ª fase da Operação Lava Jato.