Documentos exclusivos recebidos pela Revista Época em reportagem publicada nesta sexta-feira, 28, expõem que o ex-presidente da república Luiz Inácio Lula da Silva trabalhou nas negociações entre a Odebrecht e o governo de Cuba, para conseguir fazer no país comunista obras da empreiteira. Os trabalhos, no entanto, teriam passado do patamar diplomático. A Época chama o exercício de #Lula com Raul Castro de Lobismo. Tudo aconteceu em maio de 2011, quando Lula já havia deixado o poder e passado o bastão para #Dilma Rousseff. Naquele mês, o ex-operário desembarcou em Cuba com o então amigo José Dirceu,

Lula e Dirceu foram recebidos como chefes de estado por Raúl Castro.

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A boa recepção se deve ao fato de que durante oito anos de governo, o ex-presidente fez de tudo para aproximar o Brasil de Cuba, inclusive, tendo investido dinheiro público do BNDES, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, no Portal de Mariel. As obras no porto cubado ficaram sob responsabilidade da Odebrecht, uma das construtoras investigadas pela polícia federal por conta da operação Lava Jato.

Um mês antes de ir para Cuba, no entanto, Lula já recebia dinheiro da Odebrecht como palestras. O próprio presidente já confirmou a informação, mas nega que tenha passado disso. A revista, no entanto, diz que os documentos obtidos com exclusividade provam que Lula desceu em Havana como um lobista informal da empreiteira. O acesso privilegiado de Lula à Dilma e também ao governo cubano teria facilitado a negociação para a Odebrecht conseguir fazer a obra no Porto Mariel.

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Graças a obra, a Odebrecht arrecadou quase novecentos milhões de dólares, uma quantia que corresponde a praticamente 100% do valor do BNDES investido no mesmo projeto (98% da quantia final). De acordo com os documentos obtidos pela Época, telegramas de diplomatas do Itamaraty expõe como Lula faria a negociata, dando até o nome de Dilma como certeza para o comprimento dos trâmites. Lula teria até feito reuniões, segundo a revista, justamente para negociar como seria a operação entre a Odebrecht e o governo cubano.