Neste final de semana, durante reunião com os ministros Joaquim Levy (Fazenda), Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Nelson Barbosa (Planejamento), a Presidente #Dilma Rousseff desistiu de recriar a CPMF, o conhecido imposto do cheque.

Segundo a InfoMoney, a volta do imposto seria para cobrir um rombo entre R$ 80 bilhões e R$ 130 bilhões nas contas do #Governo.

O governo do PT foi obrigado a desistir de criar mais um imposto por falta de apoio parlamentar e por muita pressão de empresários e da população brasileira, que já sofre com as consequências da crise econômica.

Depois de vários telefonas e consultas, Dilma resolveu aceitar a realidade e mandou para o Congresso Nacional nesta segunda-feira, 31 de agosto, o Orçamento 2016 com previsão de déficit primário.

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É a primeira vez que isso acontece na história do país.

Somente a Previdência Social está com um rombo de  mais de R$ 125 bilhões. Com tudo isso, a verdade é que a dívida pública deve subir ainda mais em relação ao PIB (Produto Interno Bruto).

O resultado negativo do PIB, com uma queda de 1,9%, foi muito pior do que o governo e especialistas poderiam imaginar. Por esse motivo, o Governo Federal queria aumentar os tributos e voltar com impostos antigos para poder cobrir o rombo nas contas públicas.

Além dos ministros, Dilma tentou convencer os governadores, mas todo disseram não. Todos aconselharam a presidente a não tomar uma medida tão impopular e revoltante no meio da turbulência política e econômica que o seu governo vive.

Segundo a InfoMoney, até o vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB) foi contra a volta do imposto, que se chamaria CIS (Contribuição Interfederativa para a Saúde).

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Pessoas próximas ao governo, disseram que Temer havia se recusado a negociar com o Congresso a aprovação do imposto.

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