Mesmo o #Governo petista implorando para não ser aprovada, a Câmara dos Deputados aprovou na madrugada de quinta-feira, 06 de agosto, a primeira pauta-bomba. Os deputados aprovaram o texto-base para aumentar o salário dos advogados-gerais da União, delegados e procuradores de cidades com mais de 500 mil habitantes. O impacto no orçamento será de R$ 2,4 bilhões por ano. O Planalto havia rejeitado a proposta, mas a Câmara resolveu aprovar.

Foram 445 votos a favor, apenas 16 votos contra e 6 abstenções. O que o governo teme são as consequências desse aumento significativo dos salários. A PEC 443/09 vincula diretamente os salários de advogados-gerias da União, delegados da Polícia Federal e da Polícia Civil e procuradores municipais e estaduais à remuneração dos ministros do Supremo Tribunal Federal, no valor de R$ 33.700,00.

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O objetivo do texto diz que o teto desses cargos chegará a 90,25% do salário dos ministros. Alguns servidores da Advocacia Geral da União poderão receber até R$ 30.471,00, quase o mesmo salário que #Dilma Rousseff ganha todos os meses: R$ 30.934,70.

A votação da Emenda à Constituição (PEC) foi aprovada em primeiro turno e ainda precisa da votação de destaques. Na próxima terça-feira, 10 de agosto, haverá uma nova votação sobre as propostas de alterações do texto. Já o segundo turno da votação ainda não tem data para acontecer.

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (do PMDB-RJ) afirmou que antes do segundo turno, vai esperar a aprovação do Congresso de outra PEC, esta determina que todo novo encargo ou prestação de serviço transferido para estados e municípios precisará ter a previsão de repasses de acordo com o valor.

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A votação dessa pauta-bomba aconteceu apenas uma semana depois de Dilma se reunir com governadores e pedir apoio ao governo e implorar para que as pauta-bombas fossem adiadas para não prejudicar ainda mais sua crítica situação política.

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