A recente aliança entre o Planalto e o presidente do Senado Renan Calheiros começa a dar frutos. No último dia 12, Dilma ganhou um novo prazo para explicar as pedaladas fiscais, nas contas de 2014. O Tribunal de Contas da União (TCU) deu ao #Governo mais 15 dias, graças a pressão de Renan, do vice-presidente Michel Temer e ministros do governo.

Conforme publicado no jornal O Globo, agora, dois ministros do TCU, o ex-senador do PMDB, Vital do Rêgo e o ex-ministro do governo Lula, José Lúcio Monteiro, estão planejando uma manobra que poderá livrar a presidente das principais acusações de irregularidades, nas contas do ano passado.

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A ideia é voltar ao julgamento do processo original, que em abril, considerou irregular as pedaladas fiscais do governo. Os dois ministros protocolaram recurso contestando as determinações do TCU contra as pedaladas. Então, ao que tudo indica, as principais críticas feitas pelo Tribunal às pedaladas fiscais poderão ser anuladas na retomada do julgamento.

O TCU deverá colocar em pauta as questões das pedaladas, antes do julgamento das contas do governo. Em abril, o Tribunal considerou que o governo Dilma infringiu a Lei de Responsabilidade Fiscal, e convocou 17 pessoas da equipe econômica para dar explicações. Com a estratégia dos ministros Vital do Rêgo e José Lúcio Monteiro, caso o TCU mude seu entendimento quanto à irregularidade, a situação de Dilma é aliviada. Porém, como alguém precisa ser "culpado" pela "maquiada" nas contas públicas para melhorar o desempenho do caixa do governo, fontes do tribunal apontam para Arno Augustin, ex- secretário do Tesouro Nacional, como o único a ser responsabilizado pela manobra fiscal.

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Dessa forma, Dilma ou qualquer outra autoridade do governo ficam isentas de responsabilidade.

Para completar a maré de "sorte" de Dilma, o ZH Notícias publicou que o ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que, daqui em diante, contas anuais de presidentes da República deverão ser julgadas em sessão conjunta entre Câmara e Senado, e não em sessão separadas, em cada uma das casas.

Esse com certeza é o melhor dos mundos para o Planalto. Eduardo Cunha, presidente da Câmara, que defende sessões de julgamento separadas, não gostou da decisão. Cunha estava com a faca entre os dentes, pronto para detonar Dilma.

Além disso, como Renan Calheiros é o presidente do Congresso, a pauta vai a julgamento quando ele, e evidentemente, o governo quiserem.

As chances de tudo acabar em pizza de calabresa, a ser degustada por Dilma e sua equipe, são enormes. #Dilma Rousseff