O Procurador Diogo Castor de Mattos é integrante da força-tarefa da Operação #Lava Jato. A maior operação da história da Polícia Federal está levando para a cadeia e acusando diversos políticos e empresários de renome no cenário econômico e político do Brasil. Em sua tese de mestrado, o procurador estudou profundamente as motivações das grandes operações da polícia e da #Justiça no país e concluiu que as chances de anulação da Lava Jato são quase impossíveis.

Em entrevista recente para a Revista Veja, Diogo Mattos afirmou que a tentativa de anulação da operação por parte da defesa dos acusados não está resultando e que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) vem negando diversos pedidos de habeas-corpus.

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A negativa é, geralmente, unanime por parte do STJ e que o STF (Supremo Tribunal Federal) está seguindo o mesmo caminho.

Para Mattos, as instituições brasileiras passaram por um processo de amadurecimento muito grande após o escândalo do mensalão e que o petrolão já é visto com outros olhos. A ideia de impunidade e de que #Corrupção não dá cadeia no Brasil caíram por terra de acordo com Diogo. Para o procurador, não é possível aceitar e fingir que nada de grave ocorreu no Brasil em relação a corrupção, no caso da Lava Jato, dentro da Petrobras.

O procurador ainda afirmou na entrevista, que o sistema jurídico brasileiro é complexo e que as decisões judiciais nem sempre são harmônicas. Outro ponto abordado por ele na entrevista para a Veja, foi em relação ao uso de habeas-corpus de forma indiscriminada e sem o sentido inicial dessa poderosa arma jurídica.

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Diogo Mattos afirmou que qualquer decisão judicial no Brasil vem acompanhada por um pedido de habeas-corpus pelos réus, o que dificulta e congestiona os tribunais superiores.

De acordo com o procurador, só em 2011 foram mais de 35.000 pedidos de habeas-corpus encaminhados ao STJ, sendo que a maioria dos réus estava em liberdade. No fim da entrevista o procurador Diogo Mattos disse que se a sociedade quer que o sistema tenha funcionalidade, é preciso aprovar as medidas contra a corrupção propostas pelo Ministério Público Federal. Para acessar a lista com as 10 medidas clique aqui.

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