Consultor político com toda a sua carreira fundamentada pela USP, Rubens Figueiredo concedeu #entrevista exclusiva à Blasting News Brasil e abordou diversos temas relacionados ao momento político do país. #Impeachment, oposição e futuro estiveram entre as pautas. Confira na íntegra.

BN: Em parceria com FHC, você escreveu um importante artigo sobre a democracia brasileira. Como você avalia a participação do PSDB, que em tese é o principal agente de oposição, nesse momento político do país?

RF: Está atônito com o que ocorre. O partido quer seguir no mesmo embalo formado pelas vozes das ruas, mas o faz de forma bastante encabulada.

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Ele é o principal partido oposicionista. Nas manifestações de agosto, importantes tucanos foram às ruas, e isto é um avanço. PSDB demonstra mais ânimo e já conta com várias ações no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Mudou muito, de junho de 2013 para cá.

BN: O impeachment não abalaria a democracia do país?

RF: Esse tipo de processo do impeachment é sempre apoiado em bases legais. Eu acho que, se for um ato que siga os trâmites institucionais, pode até vir a fortalecer o sistema democrático brasileiro. Entretanto, não se discute que é uma extrema situação.

BN: Há uma descrença geral da população com a classe política brasileira. Para que os brasileiros, sobretudo os jovens, possam voltar a se interessar pela política, no que ela principalmente deve mudar?

RF: Essa descrença com a política acontece em várias partes do mundo.

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No Brasil, também. Apesar disso, avançamos muito em menos de trinta anos. Eleições diretas, liberdade de imprensa, justiça prendendo poderosos, povo nas ruas, um impeachment sem grandes abalos institucionais, uma opinião pública vigorosa... Isso não é pouco. A política só vai melhorar com participação. Participação só aumenta com interesse. Interesse só emerge com educação formal e disseminação de uma cultura democrática. #Manifestação