O Supremo Tribunal Federal autorizou na noite de segunda-feira, 03 de agosto, a transferência de José Dirceu para a prisão da Polícia Federal em Curitiba. O ex-ministro da Casa Civil de Lula pediu para ficar preso na capital federal, mas não teve sucesso no seu pedido. O ministro Luís Roberto Barroso mandou que ele fosse para o centro das investigações da Operação #Lava Jato na capital paranaense.

José Dirceu já cumpria prisão domiciliar em Brasília, pelo esquema do Mensalão. No dia dos pais ele queria viajar, mas o pedido foi negado e sua prisão concretizada antes da data.

Essa foi a 17ª fase da Operação Lava Jato, que cumpriu diversos mandados de prisão no início da manhã de segunda-feira, 03 de agosto.

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Dirceu é acusado de estar envolvido no esquema de #Corrupção da #Petrobras, o Petrolão.

A imprensa mundial divulgou sua prisão nessa segunda-feira. As principais manchetes afirmam que o petista era um dos cabeças dos esquemas que envolvem diversos amigos, políticos e ministros. O ex-presidente e amigo Luiz Inácio Lula da Silva também está sendo investigado pela Polícia Federal.

A defesa do ex-ministro da Casa Civil de Lula pede que ele fique em Brasília, porque ele já sabia que estava sendo investigado. Seu advogado Roberto Podval, afirmou que Dirceu é “bode expiatório”.

Segundo a Polícia Federal investigou, Dirceu recebia propinas através de sua empresa de consultoria com seu irmão, a JD Consultoria.

Família na prisão

O irmão de Dirceu, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, também foi preso nessa segunda-feira, 03 de agosto, e será transferido para a cadeia de Curitiba, sede das investigações da Lava Jato, sob o comando do juiz federal Sergio Moro.

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Para o Ministério Público Federal, o ex-ministro petista organizou o esquema de corrupção e recebimento de propinas ao indicar Renato Duque para a diretoria de Serviços da Petrobras. E mesmo após sair do governo ele ainda recebia as propinas mensais.

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