A partir do dia 06 de outubro, os bancários, em todo país, poderão entrar em greve por tempo indeterminado. Isto por que a Federação dos Bancos ofereceu uma proposta de reajuste salarial, que, segundo os bancários, está bem abaixo do índice da inflação.

A decisão de rejeitar a proposta foi realizada nesta sexta-feira, dia 25, em uma reunião com o Comando Nacional dos Bancários e a orientação é a de rejeição da proposta nas demais reuniões da categoria, que serão realizadas em todo o país.

A proposta defendida pela categoria exige um aumento de 16% de reajuste sobre o salário, sendo 5,6% referente ao reajuste do ganho salarial e 9,88% referente à compensação das perdas com a inflação.

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Os bancos oferecem um reajuste de 5,5% e um abono salarial de R$ 2.500,00, que seria igualmente distribuído com a categoria, porém, não seria incorporada ao salário. A proposta ainda inclui a participação dos bancários na distribuição dos lucros, algo que ficaria em torno de 5 a 15%.

Segundo a FENABAN (Federação Nacional dos Bancos), a proposta oferecida seria para cobrir as perdas com a inflação do período passado. Segundo a federação, o reajuste de 5,5% está condizente com a projeção dos índices inflacionários para os doze meses a frente. Qualquer valor superior a isto, poderia comprometer uma queda da inflação, informou a mesma, por meio de nota.

De acordo com Juvania Moreira, presidente do Sindicato dos Bancários do Estado de São Paulo, a proposta oferecida pela associação dos bancos constitui uma das piores já oferecidas, se considerarmos os índices propostos num comparativo desde o ano de 2004.

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Num levantamento feito entre o período de 2004 e 2014, os bancários conseguiram um reajuste salarial em torno de 20,07%. Em relação ao ano de 2014, o reajuste ficou em torno de 2,02% acima da inflação do mesmo período.

O movimento grevista não concorda com a postura dos bancos, que, nos últimos seis meses, obtiveram um lucro líquido de 36,3 bilhões de reais. Os juros cobrados pelos mesmos, no cartão de crédito, chegam a 400%, o que traz um prejuízo grande para os clientes do sistema bancário brasileiro.

Por estes motivos, será feita uma assembleia com toda a categoria, dia 1 de outubro. De acordo com Juvania, a orientação será para que a proposta atual seja rejeitada pela classe bancária. A dirigente espera que, até o dia marcado para a assembleia, os dirigentes dos bancos possam apresentar uma outra proposta mais próxima com as reivindicações da classe bancária. 

A categoria dos bancários somam cerca de 500 mil em todo o país. Somente em São Paulo e na região de Osasco são 142 mil funcionários.

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Veja as principais propostas reivindicadas pelos bancários:

1 - Aumento salarial de 16,6%, sendo 5,6% de aumento real e 9,88% para cobrir perdas com a inflação;

2- Participação nos lucros dos bancos, tendo como base o valor referente a três salários fixos, totalizando R$ 7.246,82;

3 - Piso salarial de R$ 3.299,66;

4 - Vale alimentação, refeição, décimo, cesta básica e auxílio creche no valor de R$ 788,00 (Salário mínimo vigente);

5 - Décimo quarto salário;

6 - Aumento das contratações, extinção de demissões e não contratação de terceirizados;

7- Maior segurança para se trabalhar nas agências. #Greve #Crise econômica #Blasting News Brasil