A temperatura em Brasília tem aumentado nos últimos dias e não é só devido à seca. No último dia 31 de agosto, o governo federal enviou ao Congresso Nacional o Orçamento de 2016, com previsão inédita de um déficit nas contas estimado em R$ 30,5 bilhões.

Se o cenário já não era dos melhores, vide a aprovação do governo menor do que 10%, esta peça orçamentária tem causado dor de cabeça na base aliada e é um prato cheio para a oposição.

Desde então, políticos de todas as áreas têm dado diversas declarações – que vão desde ao aumento de impostos a mais uma gota no balde do impeachment.

O retorno da CPMF foi enterrado antes mesmo de se tornar uma alternativa, graças a revolta popular frente à possibilidade.

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Em busca de uma saída, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, declarou que "Pode ser um caminho (aumento do #Imposto de Renda). Essa é que é a discussão que estamos tendo agora e que acho que tem de amadurecer mais rapidamente no Congresso". Segundo o ministro, o Brasil tem uma carga de impostos menor que a de outros países sobre a renda de pessoas físicas, por isso, o aumento no IR seria uma alternativa válida.

Seguindo a mesma linha, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, disse hoje (9) que o governo estuda alternativas para resolver o déficit, como aumento de impostos que gerem pouco impacto no setor produtivo, porém não comentou quais seriam estes impostos e setores.

Em resposta às declarações do ministro Levy, o presidente da Câmara, deputado #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou hoje (9), ser contra qualquer tipo de aumento de imposto, “Não é pela via do aumento de impostos que vamos resolver o problema da conta.

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É melhor cortar gastos. Se eles mandarem projeto dessa natureza, a Casa vai votar. E a Casa decide. Mas eu pessoalmente sou contra".

E ele não foi o único a reagir mal à declaração de Levy. Segundo o deputado do PSD Rogério Rosso, integrante da base aliada, "O brasileiro já trabalha quatro meses por ano para pagar impostos. O que queremos são medidas para aumentar a produtividade e competitividade. O Congresso vai reagir negativamente a qualquer aumento de tributos".

O deputado de oposição, Bruno Araújo (PSDB-CE), declarou que, para resolver o problema, programas criados com fins eleitoreiros deverão ser cortados.

http://br.blastingnews.com/economia/2015/07/aumento-de-impostos-surge-como-alternativa-mas-entidades-rejeitam-00484503.html

http://br.blastingnews.com/economia/2015/09/dilma-nao-descarta-a-volta-da-cpmf-e-a-criacao-de-impostos-para-sanar-rombo-no-orcamento-00543633.html #Dilma Rousseff