Os servidores do poder judiciário federal, em greve há mais de 100 dias estão revoltados com a Anajustra – Associação Nacional dos Servidores da #Justiça do Trabalho, entidade que segundo informações em seu site tem por “premissa a garantia dos direitos e a defesa dos interesses específicos dos servidores da Justiça Trabalhista”.

O motivo da revolta que começa a se espalhar pelas redes sociais é que o advogado da entidade e também presidente da OAB/DF é um dos responsáveis pelo pedido de providências formulado pelo Colégio de Presidentes da OAB, subscrito pela Seccional da OAB/DF contra a greve dos servidores do poder judiciário.

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Tal pedido originou decisão liminar do conselheiro Fabiano Silveira, membro do Conselho Nacional de Justiça – CNJ, que determinou corte de ponto dos servidores em greve.

Segundo informações constantes no próprio site da OAB/DF, no pedido encaminhado ao CNJ a OAB reitera que a continuidade do movimento grevista agride a Constituição, prejudica a população e o exercício de defesa dos advogados.

Para a OAB/DF, cujo presidente é o Assessor Jurídico da Anajustra, advogado Ibaneis Rocha, a decisão foi mais uma vitória da Ordem no enfrentamento dos prejuízos causados pelo movimento grevista. Ele cobrou providências urgentes para restabelecer a normalização dos serviços.

Sindicatos repudiam decisão do CNJ e atuação do Assessor da Anajustra

Miguel Sandor, coordenador do Sinjutra, informou que a categoria debaterá o tema em assembleia, mas adianta que a decisão do CNJ é ilegal, e a postura adotada pelo presidente da OAB/DF é lamentável, “desrespeita e afronta uma categoria de 120.000 servidores em todo o país que está há mais de 100 dias em greve lutando por direitos legítimos”.

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A Federação e sindicatos informam que atuarão em todas as frentes contra a medida que julgam arbitrária que determinou o corte de ponto da categoria em greve em todos os tribunais regionais do país.

As entidades sindicais tomarão as providências cabíveis para derrubar a liminar.

Segundo a Fenajufe, ao tentar impor aos tribunais a obrigação de cortarem o ponto dos servidores, a decisão contraria os entendimentos do próprio CNJ e do STF, que reconhecem a faculdade de negociação dos dias parados como alternativa para a solução dos conflitos.

Carla Rovel, integrante do Comando de Greve do Paraná, diz que com esta atitude caíram as últimas máscaras e foram revelados os traidores da categoria. Enquanto os sindicatos, a federação, e os servidores com muito sacrifício se mobilizam pela derrubada do veto, realizando a maior greve da categoria, o assessor da Anajustra mostra sua real face ingressando com pedido de providências contra os servidores, que gerou a decisão de corte de ponto tomada pelo CNJ. 

Servidores fazem notas de desagravo

No Facebook, grandes grupos que discutem os direitos dos servidores do judiciário federal fazem uma discussão calorosa.

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Em vários destes grupos, como o “Servidores do Judiciário Federal – Brasil”, que congrega quase 28.000 membros, “PCS JÁ”, com 8.000 membros, “Servidores do PJU e MPU”, próximo a 5.000 membros e Fenajufe Independente, com mais de 2.000 membros, se sucedem notas de desagravo pela atitude do Assessor Jurídico da Anajustra.

Nem mesmo a página pessoal do advogado Ibaneis Rocha na rede social está sendo perdoada. Nos comentários dos posts relativos à decisão do CNJ, os servidores fazem comentários e desagravos. #Governo #Protestos no Brasil