Pela segunda vez, deputados que participam da CPI que investiga crimes contra a Petrobras vão a Curitiba para ouvir pessoas que estão sendo investigadas e réus. Na segunda-feira (31) todos preferiram permanecer calados. Nesta terça-feira (1), foi a vez do presidente da holding que administra a empreiteira Odebrecht. Marcelo Odebrecht, que foi preso na 14ª fase da Operação Lava Jato, em junho, é acusado de participar de um grupo de empresas que fraudavam contratos e pagavam propina a diretores da estatal.

Delação Premiada

Marcelo respondeu a poucas perguntas dos deputados, preferindo usar o direito de permanecer em silêncio na maioria das vezes em que foi questionado.

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Disse que não pretende fazer acordo de delação premiada, por considerar que ser delator é pior do que ser aquele que cometeu o crime. Afirmou também que não tem o que contar.

Perguntado sobre sua relação com políticos, Marcelo respondeu não ter lembrança de nenhum momento específico, mas acha natural comentar sobre a Petrobras com amigos.

Para não responder às perguntas dos parlamentares, alegou estar “amarrado pela questão do processo penal”, referindo-se à ação que tramita na Justiça Federal sobre os crimes cometidos na estatal.

Os crimes

Além de Marcelo, outras doze pessoas ligadas à Odebrecht já são réus perante a Justiça Federal, sob acusação de #Corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Todos foram denunciados por ex-diretores da Petrobras que foram presos e fizeram acordo de delação premiada.

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O bilhete

Além dos crimes já citados, Odebrecht é acusado de destruir provas.

Durante uma visita dos advogados de Marcelo, quando estava preso na carceragem da Polícia Federal, foi encontrado um bilhete com a mensagem “destruir email sondas”. A PF acredita que o bilhete seria uma tentativa de destruir provas. Já os advogados de Marcelo alegam que a intenção era destruir o conteúdo e resgatar o histórico das operações. O inquérito aberto para investigar o bilhete está suspenso por alegação de violação de sigilo profissional.

O que dirá o próximo investigado?

Na quarta-feira (2), será ouvido o publicitário Ricardo Hoffmann, preso na 11ª fase da #Lava Jato, que investigou contratos com a Caixa Econômica Federal e o Ministério da Saúde.

Espera-se que os deputados tenham mais sorte e obtenham as respostas desejadas.