A crise econômica aliada à rejeição histórica do governo federal não fazem esmorecer a presidente da república Dilma Rousseff. A líder política do país voltou a dizer que não vai deixar o seu posto por nada, nem caso a crise se agrave, levando assim a praticamente a uma quebra do país. A inconstância das táticas do governo e o rebaixamento da credibilidade brasileira no exterior fizeram mais uma vez o dólar voltar a subir. Perto dos R$ 4,00, a moeda americana tende a crescer nos próximos dias, pelo menos é o que garantem os economistas. Essa estimativa só se elevou depois que a Petrobrás também perdeu um grau de investimento na S&P. É uma má notícia atrás da outra. 

#Dilma Rousseff voltou a negar que vá deixar o governo em uma entrevista ao jornal Valor Econômico.

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Ela disse que a possibilidade de renúncia nunca passou por sua cabeça e que os problemas do país não são suficientes para uma abertura de um processo de #Impeachment. "Não fiz nada de errado", disse ela. Para Dilma, a insistência da imprensa pelo tema não é por conta da crise, mas sim por preconceito, argumentando que os demais presidentes não teriam sido tão questionados sobre o assunto só porque eram homens. Em seguida ela foi clara: "Não saio daqui por nada. Não renuncio. Não fiz nada de errado e não devo nada a ninguém", dando uma resposta ríspida ao tom do que vem feito em seus quase cinco anos de governo.

Apesar de dizer que não errou, Dilma contou que inicialmente acreditava que a crise econômica passaria mais rápido, e que também havia uma expectativa de crescimento de mercados como o da China, o que infelizmente acabou não acontecendo.

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A presidente vive hoje uma taxa de rejeição histórica. Apenas 7% dos brasileiros estão creditando o governo dela como bom ou ótimo.

Em entrevista ao 'Jornal da Globo' da madrugada desta quinta-feira, 10, o ministro da fazenda, Joaquim Levy, admitiu que será preciso fazer mudanças na economia brasileiro, anunciando que será discutido um novo imposto ou então a elevação de algum que já exista. Ele ainda abriu a possibilidade para que ao invés do aumento de impostos, haja uma reformulação dos programas sociais, como o 'Minha Casa, Minha Vida' e também uma reforma no ministério da Previdência, lembrando que hoje o Brasil está pagando altos valores de aposentadoria.