O governo federal decidiu aumentar a segurança em torno da presidente da república Dilma Rousseff. Vivendo um dos momentos mais complicados do seu governo, com rejeição em níveis históricos, chegando a 71% do eleitorado (segundo pesquisa do Datafolha de agosto), a parceira de Luiz Inácio Lula da Silva na política se vê agora sob ameaça de morte. Tudo partiu do advogado Matheus Sathler Garcia, que publicou um vídeo no Youtube deixando claro: "ou Dilma renuncia ou ela vai perder a cabeça". O general José Elito Carvalho Siqueita, Ministro-chefe do Gabinete se Segurança Institucional do Palácio do Planalto ordenou que mais homens façam a segurança de Dilma. 

A ameça surge em um momento em que Dilma se vê obrigada a participar de eventos abertos, como o de Sete de Setembro, em Brasília.

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A cerimônia da independência virou um grande mistério e a não participação de Rousseff chegou a ser cogitada na internet. No entanto, o Palácio do Planalto não confirmou as informações, apenas de que pediu que a polícia federal investigasse o advogado Matheus Sathler Garcia. O advogado sumiu depois que fez a publicação contra Dilma, uma ameça vista por muitos como terrorismo. A família do rapaz foi encontrada e disse que ele está passando por momentos difíceis, inclusive, tendo surtos psicológicos. A informação foi confirmada neste fim de semana por um site mantido pelo Partido dos Trabalhadores, o PT. 

O homem que ameaça a presidente já tentou uma carreira política, mas não obteve sucesso. Em 2014, ele se candidatou a deputado pelo PSDB. O partido de Aécio Neves não comentou as intervenções de seu filiado.

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O advogado deu alternativas à Dilma na sua publicação na internet, dizendo que ela ainda poderia recorrer ao suicídio. Ameaçar alguém de morte é crime e não é necessário que o acusado realmente cumpra com o que prometeu. A detenção nesses casos dura de um a seis meses. No entanto, o profissional jurídico ainda poderia ser acusado de terrorismo e de crime contra a presidente, o que poderia aumentar ainda mais a pena.  #Dilma Rousseff #Impeachment