O político Eduardo Cunha, do PMDB, atual Presidente da Câmara dos Deputados, causou confusão ao fazer a leitura ritual de abertura do processo de #Impeachment da Presidente #Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (24).

De acordo com o site da revista Veja, Cunha havia afirmado na última segunda-feira que só aceitaria dar início ao processo de Impeachment caso os Partidos da Oposição chegassem a um consenso sobre o tema. O presidente da Câmara deu um prazo de 30 dias para os partidos chegarem a um acordo. Ontem (23 de setembro), os Partidos entregaram a resposta a Cunha porém a leitura ainda não havia sido feita. Eduardo ainda afirmou que não é de cunho dele julgar ou esboçar opinião sobre atos cometidos em mandatos anteriores de um presidente.

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O deputado do PROS, Miro Teixeira, porém não gostou da atitude de Eduardo Cunha e fez uma reclamação pública no plenário. Mesmo fazendo parte da oposição ao #Governo Petista, Teixeira não é a favor do impeachment.

Sibá Machado e Wadih Damous, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), aproveitaram a inserção de Teixeira para protestar. Damous já possuia defesa escrita e alegou que Cunha passou por cima das pautas a serem debatidas no dia de hoje e que o tema não estava agendado para debate e dessa forma ele não deveria responder. Ele também citou as palavras ditas por Nelson Jobim no ano de 1992, em que não não diz respeito ao presidente da câmara opinar sobre o processo de impeachment durante sessão. O PT julgou a atitude de Cunha como precipitada.

O Partido dos Trabalhadores ainda informou que irá entrar com mandado desegurança no STF (Supremo Tribunal Federal) na tentativa de suspender essa sessão.

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A oposição não estranhou porém a atitude do Governo.

Dilma Rousseff que está embarcando para Nova York para evento da ONU. A presidente irá defender uma possível reforma no conselho de segurança. A presidente embarcou na tarde de hoje e irá abrir o debate na próxima segunda. Tradicionalmente isto é feito pelo governo brasileiro.Rousseff irá participar de alguns outros eventos diplomáticos até 6 de outubro nos Estados Unidos.