Além da severa crise econômica que o Brasil está atravessando, parece que o #Governo Dilma possui a incomum habilidade de conseguir provocar sempre mais uma. Desta vez, a polêmica insurgiu no seio das Forças Armadas. A insatisfação surgiu com a assinatura, pela presidente da República, do decreto Lei 8.515, que retira dos comandantes das três forças armadas, o controle sobre atos militares tais como promover, nomear, transferir oficias dos quadros das forças militares. De acordo com o mesmo, esta função passaria a ser exercida pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner.

A retirada destas atribuições levou a uma grande insatisfação dentro dos meios militares.

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Principalmente, como o processo foi conduzido. De acordo com o Estadão, a Secretaria-Geral do Ministério da Defesa providenciou para que Dilma assinasse o decreto, antes do dia 7 de setembro. Isto causou insatisfação à presidente e um grande mal estar entre o governo e o meio militar.

Dilma pediu ao ministro da Defesa que corrigisse imediatamente tal distorção e uma correção do edital será elaborado pelo ministro, devolvendo aos militares tal prerrogativa.

De acordo com Jorge Serrão, editor chefe do site Alerta Total, os comandantes teriam uma reunião com o ministro da Defesa, Jaques Wagner, nesta quarta-feira, para exporem suas insatisfações com relação ao novo decreto. Eles sugeririam a exoneração de Eva Maria Cella Del Chavion, secretária geral do ministério da Defesa. A mesma foi indicada ao cargo pelo próprio ministro.

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Eva é ligada ao MST e isto é visto como um grande sinal de desconfiança pelos comandantes das forças armadas. Eles a responsabilizam pela edição do decreto, sem que nenhum comandante militar fosse avisado.

Além disto, segundo informação do Estadão, Jaques Wagner estaria delegando várias funções do dia a dia para a secretária-geral. Assim, os comandantes teriam que se reportar à mesma, para tratar de muitos assuntos relacionados à área militar. Isto tem causado grande aborrecimento ao comando militar,que por uma questão de hierarquia, estão habituados a se dirigir diretamente ao ministro da Defesa e não aos seus secretários e subordinados.

Apesar do governo ter recuado, para tentar atenuar a #Crise já instalada, a desconfiança dos militares tomou conta das forças armadas. Segundo o  jornal Estadão, publicar um decreto desta forma, sem que nenhum comandante fosse avisado, gerou um clima muito ruim de insatisfação e desconfiança. Nem mesmo, o comandante da Marinha, Eduardo Bacelar, que estava substituindo interinamente o ministro da Defesa e que assinaria o decreto junto com a presidente, não foi avisado do teor do decreto.

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Apenas foi informado que deveria endossar o mesmo.

Quando tudo parecia um pouco mais calmo, o ministro da Defesa, Jaques Wagner, publicou nota na imprensa, afirmando que os comandantes das áreas militares já tinham conhecimento do decreto que havia sido publicado. De acordo com informação divulgada pelo jornal Estadão, os militares negam tal fato. Este novo fato irritou mais ainda a cúpula militar. Estas insatisfações seriam a tônica da reunião que estaria marcada para esta quarta-feira, dia 09 com Jaques Wagner. Entretanto o ministro não compareceu a esta reunião, alegando assunto urgentes a serem discutidos com a presidência da República.

Apesar da crise instalada, o decreto não entrou em vigor, o que aconteceria dentro de 14 dias. A retificação então poderá ser feita a tempo, apesar do clima de alerta e de tensão que reina nas forças armadas. #Dilma Rousseff