Os funcionários públicos que fazem parte do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social), completaram ontem, 70 dias de paralisação das agências do órgão em todo o Brasil. As negociações ainda não avançaram, o que provocará a continuação do movimento grevista da categoria.

Na segunda-feira, dia 14, estava marcada uma reunião dos representantes do movimento grevista com os encarregados, por parte do #Governo, mais especificamente do ministério do Planejamento, para se tentar chegar a uma solução e pôr fim ao movimento da categoria. A greve está prejudicando toda a população brasileira, que busca atendimento junto aos postos do órgão espalhados pelo país.

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Os representantes da FENASPS (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência Social), de fato, reuniram-se com o ministério do Planejamento. Entretanto, nenhum resultado desta reunião foi divulgado até ontem. Deste modo, a #Greve entrou ontem, dia 15, no seu septuagésimo dia de paralisação.

Em entrevista ao site Diário do Grande ABC, Thiago Alves, diretor do SINPREV-SP (Sindicato dos Servidores da Previdência Social no Estado de São Paulo), o anúncio do pacote de medidas de ajuste fiscal, por parte do governo, que por coincidência, foi feito no mesmo dia da reunião com o movimento grevista, poderá dificultar muito as negociações com a categoria. A principal reivindicação da categoria seria o reajuste salarial de 27,5%, feito de maneira integral.

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A primeira proposta do governo seria um reajuste  de 10,8% e parcelado de duas vezes. Entretanto, uma das medidas do ajuste fiscal será o congelamento dos salários até agosto de 2016, o que vai de encontro ao que os servidores estão tentado obter com o movimento grevista. Outra ponto de divergência seria a realização de concurso público para contratação de novos funcionários, o que estaria suspenso pelas novas medidas econômicas.  

Integram também o movimento grevista, a categoria dos médicos peritos do INSS. A classe médica aderiu ao movimento há 11 dias. Isto também tem dificultado o atendimento que deve ser parcial, conforme decisão da justiça, principalmente nos casos de auxílio doença e renovação de benefício, cuja perícia médica é obrigatória.   #Recessão no Brasil