Preso preventivamente no dia 3 de agosto na 17ª fase da Operação Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu agora passa a ser réu, acusado de recebimento de propina através de sua empresa de consultoria, atualmente desativada. Semanas antes ele tentou, sem sucesso, obter um habeas corpus preventivo. Encerrado nesta terça (1) o prazo para a conclusão do inquérito desta fase da gigantesca operação que investiga crimes contra a #Petrobras, os investigadores concluíram que há indícios suficientes para incriminar o ex-ministro por #Corrupção, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Silêncio

Durante seu depoimento na CPI da Petrobras, José Dirceu preferiu não falar. Logo no início da sessão, o deputado Delegado Waldir (PSDB-GO) foi direto ao perguntar se Dirceu é o líder desta organização criminosa, ou se “a Justiça Federal, o Ministério Público e a Polícia Federal chegarão ao verdadeiro líder que dilapidou o patrimônio brasileiro nos últimos doze anos”.

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Dirceu reafirmou que permaneceria em silêncio, conforme orientação de seu advogado.

Empresa de fachada

Para os investigadores, a empresa do ex-ministro JD Assessoria e Consultoria não passava de uma empresa de fachada, que funcionava da mesma forma que as empresas do doleiro Alberto Youssef. Estas empresas serviam para disfarçar o dinheiro de propinas recebidas das empreiteiras que tinham contratos com a estatal, através da emissão de notas fiscais por serviços que não eram prestados. São 31 as empresas suspeitas de lavagem de dinheiro.

Condenado pelo mensalão

Ex-presidente do Partido dos Trabalhadores (PT) e ex-ministro da Casa Civil durante o governo Lula, José Dirceu foi condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 7 anos e 11 meses de prisão, pelos crimes de corrupção ativa e formação de quadrilha no julgamento do chamado mensalão do PT, em 2013.

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A multa de 676 mil reais imposta pelo STF, foi paga com dinheiro de doações, conseguido em uma arrecadação pela internet. Ao ser preso na #Lava Jato, José Dirceu cumpria prisão domiciliar.

O indiciamento

A partir do indiciamento, o Ministério Público Federal deve apresentar a denúncia criminal contra José Dirceu, considerado um dos líderes do esquema, com poder de tomar decisões e distribuir cargos de diretoria na Petrobras.