Na madrugada desta quinta-feira, 10, o ministro da fazenda Joaquim Levy foi entrevistado pelo 'Jornal da Globo'. Ele foi falar sobre o rebaixamento da nota do grau de investimento do Brasil por uma agência internacional. Levy falou sobre assuntos polêmicos, como os possíveis cortes nos programas sociais e também do aumento de impostos para voltar a gerir a economia, que não para de cair. O telejornal exibiu várias matérias falando dos problemas econômicos do país, antes de iniciar um entrevista feita pelos jornalistas Christiane Pelajo e William Waack. 

"Se a gente precisar pagar imposto, eu tenho certeza que a população está preparada para isso, porque isso vai ajudar o Brasil crescer", disse o ministro.

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William Waack então perguntou se realmente o povo brasileiro estaria preparado para pagar ainda mais impostos, questionando se a política pública não estaria sendo feita de maneira errada. "A gente vai ter que fazer escolhas, mas é preciso conversas, qual vai ser o imposto de que maneira. Isso deve acontecer nas próximas semanas", contou. 

O ministro disse que a taxa alta tributária no país é causada pelas aposentadorias, além dos investimentos na saúde e na educação. "A gente vai ter que fazer escolhas. A maior parte dos gastos são votados por deputados, senadores. Quando você elege alguém, de uma certa forma você também elege o que será escolhido". Joaquim Levy ainda se defendeu, dizendo que na sua gestão muitas coisas mudaram, mas que encontrou alguns problemas. "A gente não vai dar calote em empresários, por isso, vamos reduzir alguns programas como o 'Minha Casa Minha Vida', disse Levy. 

William Waack questionou novamente se os programas sociais seriam realmente cortados, mas o ministro voltou a falar na discussão, voltando a falar novamente sobre uma idade mínima para a aposentadoria.

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"A gente precisa melhorar a gestão. O grande problema não são os programas, mas a maneira como são geridos", falou Joaquim Levy, que ainda disse que um dos objetivos do governo é diminuir recursos como o auxílio doença. "É necessário que os deputados entendam, que se eles não votarem, se não decidirem, fica cada vez mais caro de fazer as coisas", disse o ministro do governo da presidente da república Dilma Rousseff#Dilma Rousseff