Após ficar totalmente calado na CPI da Petrobras, José Dirceu foi transferido para uma cadeia estadual do Paraná.  O ex-ministro de Lula ficará preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, região metropolitana de Curitiba. Dirceu estava preso desde o dia 03 de agosto na carceragem da Superintendência da Polícia Federal na capital do Paraná, sede das investigações da Operação #Lava Jato. O petista foi preso na 17ª fase da Lava Jato, na nomeada Operação Pixuleco (como era chamada a propina).

Quem pediu a transferência de Dirceu foi seu próprio advogado, Roberto Podval. Ele afirmou que Dirceu teria mais espaço no Complexo Médico-Penal e que a cela na Custódia em Curitiba era muito “acanhada”.

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O juiz federal Sérgio Moro autorizou a ida de Dirceu para a prisão nesta quarta-feira, 02 de setembro. Moro afirmou que Dirceu ficará em uma ala reservada, "com boas condições de segurança e acomodação”.

Segundo o Valor Econômico, o advogado Podval declarou que os presos se sentem “mais seguros dentro do que conhecem”, mas que "não dá para viver sem sol entre quatro paredes”.

Os delatores da Lava Jato que ajudam nas investigações têm um pouco mais de conforto na cela, agora quem não colabora, como Dirceu, não tem regalias. 

Dirceu é acusado de 4 crimes

O ex-ministro chefe da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu é acusado de quatro crimes: formação de quadrilha, falsidade ideológica, #Corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Segundo as investigações da Polícia Federal, Dirceu era um dos mentores do esquema de corrupção da Petrobras, o Petrolão.

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O esquema seguia a mesma lógica do Mensalão, na qual ele foi preso e cumpria prisão domiciliar em Brasília.

Segundo fontes, ao ser preso novamente e levado para Curitiba no dia 04 de agosto, Dirceu preparou sua mala cheia de roupas de grife para ficar 7 meses na prisão. Ele e seu advogado tem certeza que ele sairá antes disso.

CPI da Petrobras

Durante a CPI da Petrobras, que está acontecendo essa semana, Dirceu ficou calado durante todo o depoimento. Ele disse que iria seguir a orientação de seu advogado e iria permanecer em silêncio. Depois de 20 minutos, os deputados foram obrigados a liberá-lo.

Marcelo Odebrecht, empresário e dono da Construtora Odebrecht, que também está preso, também preferiu não abrir a boca e não denunciar ninguém. #Investigação Criminal