Conhecido pelas declarações duras contra o governo da presidente Dilma Rousseff e o PT, o ministro do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Gilmar Mendes, disse que ficar sem presidente da República pode "até ajudar o Brasil". 

A fala de Mendes ocorreu durante debate sobre como o TSE deveria proceder em relação à decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) de proibir as doações de empresas a campanhas eleitorais. Segundo informações do Valor Econômico, o presidente do TSE, José Dias Toffoli, disse ser favorável que as doações sejam mantidas até o fim do ano, já que a corte constitucional e tribunal de última instância brasileiro não estipulou uma data certa para o fim do financiamento privado. 

Por sua vez, Mendes afirmou que em sua decisão o STF considerou as doações ilegais desde sempre, inviabilizando os mandatos de todos os políticos que se elegeram usando o instrumento.

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"A rigor, hoje, nós não temos presidente da República, o que, talvez, até ajude", afirmou Mendes, alfinetando a presidente Dilma Rousseff, mas sem citá-la nominalmente.

Mendes, em seguida, insistiu que o TSE e o STF rediscutam o assunto das doações privadas. 

Já em São Paulo, durante almoço realizado nesta sexta-feira (25) com empresários do setor de varejo, o presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), minimizou os riscos de #Impeachment da presidente Dilma Rousseff e afirmou ver pouca possibilidade de a CPMF ser aprovada no Congresso. O encontro foi fechado e Temer não deu entrevista ao final da conferência.

No almoço, a empresária Ana Luiza Trajano, do Magazine Luiza, indagou o vice-presidente sobre a possibilidade de Dilma sofrer impeachment. Segundo empresários presentes, Temer minimizou a movimentação política pela saída da presidente e disse que o país não vive uma crise institucional que ponha em risco o mandato da petista.

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O pemedebista adotou o discurso do governo e atribui as dificuldades da economia ao cenário internacional. Ele também se mostrou otimista sobre a recuperação do quadro, vendendo otimismo aos presentes. #Reforma política #Crise no Brasil