A série "House of Cards", produzida pelo Netflix, mostra a história de um parlamentar da Carolina do Sul que, ao lado de sua esposa, age sem escrúpulos nos bastidores do Congresso americano para alcançar seus objetivos políticos. O Presidente do Congresso Nacional Brasileiro, #Eduardo Cunha, tem sido frequentemente comparado pelos fãs da série no Brasil com seu personagem principal e até chamado de "Francis Underwood Brasileiro".

Um vídeo intitulado "House of Cunha" ,que circula no Youtube, usa as imagens originais da série, com legendas referentes a política brasileira, e faz uma sátira com as ações de Eduardo Cunha no Congresso Nacional.

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Ao longo do vídeo, a legenda traz frases como: “Aqui na casa faço o que eu quero” e “Uma das coisas boas de ser líder da casa é ser dono da pauta”.

O vídeo finaliza fazendo referência ao movimento a favor do #Impeachment da Presidenta Dilma Rousseff, que circula no Congresso: “O brasileiro anda tão cego e preocupado com o impeachment da presidente, batendo suas panelas no Leblon, essa cegueira só me deixa agir de forma mais eficiente, sem os holofotes da mídia”.

Essa semana, o movimento dos partidos de oposição acerca do pedido de Impeachment se intensificaram no Congresso Nacional. Dentre os principais motivos que engrenam esse cenário, estão a dificuldade da Presidenta Dilma Rousseff em manter alianças com a base aliada do Governo no Congresso Nacional e a intensificação da crise econômica.

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A expectativa é que Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT e dissidente do partido, apresente, ainda hoje, um pedido de abertura de processo de Impeachment. No entanto, apesar das movimentações dos partidos de oposição, a expectativa dentro da casa é que o Presidente, Eduardo Cunha, em virtude dos desgastes com o Palácio do Planalto, negue o pedido para que a oposição tente barrar sua decisão e colocar o Impeachment de volta à pauta, e, assim, o parlamentar não se queimaria frente a mídia e ao governo, mas, ao mesmo tempo, desfrutaria das vantagens que a impugnação do mandato de Dilma Rousseff possa lhe trazer.

De acordo com a Constituição Federal de 1988, uma vez que o processo de Impeachment entrar na pauta da Câmara, ele será colocado em votação e, para que prossiga, dois terços dos deputados precisam se posicionar favoravelmente. Após aprovação na Câmara, o processo vai para o Senado Federal, onde também precisa ser aprovado por dois terços da casa e o julgamento final é presidido pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal.

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Enquanto toda a tramitação acontece, o Presidente e Vice-Presidente da República são afastados do cargo, que fica sob o comando do Presidente da Câmara, no caso, Eduardo Cunha. Caso o processo de Impeachment seja concluído e a Presidenta Dilma Rousseff seja afastada do cargo, a primeira pessoa na sucessão presidencial é seu vice, Michel Temer.

Caso Temer também tenha seu mandato impugnado, temporariamente a Presidência poderá ser assumida pelo Presidente da Câmara dos Deputados, do Senado Federal ou do Supremo Tribunal Federal, respectivamente. Se o Impeachment acontecer nos dois primeiros anos do mandato (entre 2015 e 2016), serão convocadas novas eleições diretas. Se acontecer nos dois últimos anos (entre 2017 e 2018), serão convocadas eleições indiretas, ou seja, caberá ao Congresso escolher quem finalizará o mandato.

Esse é um cenário um tanto quanto complicado, que envolve diversos atores e grupos de interesse. Todavia, um cenário pós-Impeachment não traria um futuro muito promissor ao Brasil, uma vez que, na linha da sucessão presidencial, não há ninguém com credibilidade política suficiente para ocupar a presidência da República. #Blasting News Brasil