Figura importante dentro do Partido dos Trabalhadores (#PT) e ex-governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro voltou ao centro do noticiário político nacional no início desta semana. Em entrevista concedida no último domingo (13) para o Canal Brasil, ele admitiu ter a preocupação com a possibilidade de Dilma Rousseff sofrer #Impeachment e ser impedida de concluir o seu mandato na presidência.

Nos últimos meses, os protestos que ganharam as ruas das principais capitais brasileiras tiveram como objetivo central a saída da presidente Dilma. Na Câmara dos Deputados, quadro pedidos de abertura do processo de impeachment foram negados em agosto, mas outras investigações estão sendo analisadas.

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"Sim, tenho essa preocupação. Sustento que o PT precisa de um apoio determinado, sério e dialogado com a sociedade que a presidente Dilma tem o direito de governar. É preciso estabilidade para governar, mesmo que seja de fato necessário realizar os ajustes econômicos que estão em debate", salientou Tarso.

Por outro lado, o petista não vê ambiente favorável a um novo golpe militar. Tarso, que foi Ministro da Justiça durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, citou a Constituição como forma de garantir a democracia.

"Não vejo o Brasil inclinado nos dias de hoje a receber um novo golpe militar ou algo desse gênero. Não creio nisso. Hoje, as Forças Armadas atingiram maturidade e qualidade o bastante para preservar o que se estabelece na Constituição, além das fronteiras e da estabilidade", acrescentou, antes de pedir uma mudança econômica no governo "que não se ampare nas costas dos mais pobres".

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Tarso Genro perdeu, em segundo turno, as eleições para o governo do Rio Grande do Sul para José Ivo Sartori (PMBD-RS). Eleito em primeiro turno no pleito de 2010, o petista polarizou a disputa de 2014 com a progressista Ana Amélia Lemos, atual senadora. Desacreditado, Sartori cresceu nas pesquisas na reta final da primeira etapa e acabou desbancando com larga vantagem Tarso Genro em segundo turno.

  #Dilma Rousseff