Mais de 30 sindicatos que compõem a base da Fenajufe convocaram uma marcha que pode se tornar a maior da história da federação. Milhares de servidores do poder judiciário federal rumam para Brasília na próxima terça-feira (22/09), quando o Veto Presidencial 26/2015 mais uma vez constará da pauta de discussão do Congresso.

Esta rotina dura mais de três meses, desde a deflagração da greve pela categoria em maio/junho deste ano. Incansavelmente os servidores adotaram a prática de articulação com os parlamentares que culminou na aprovação no PLC 28/2015 no Senado pelo placar de 62 votos a zero, considerada a maior derrota política do governo no Congresso.

Publicidade
Publicidade

A Presidente #Dilma Rousseff vetou integralmente o projeto em 22/07, e desde então a mobilização dos servidores só aumentou. Semana após semana milhares de servidores se deslocam ao planalto central para pressionar pela derrubada do veto.

A tática do governo é sistemática, orienta a base para não permitir o quórum e impedir a realização da sessão do #Congresso Nacional.

Governo libera bilhões a parlamentares

O governo utiliza de todos os recursos para tentar combater a debandada de sua base, no final de junho promoveu a liberação de R$ 1 bilhão em emendas para deputados e senadores. Em julho novo lote de liberação de verbas aos parlamentares custou aos cofres públicos R$ 700 milhões. No final de agosto foram mais R$ 500 milhões. A autorização de liberação de verbas até o final do ano chega em R$ 4,9 bilhões relativo aos restos faltantes a pagar de emendas parlamentares de 2014.

Publicidade

Sindicatos contra-atacam com milhares nas ruas

A resposta dos servidores do judiciário foi intensificar a pressão e o contato com os deputados e senadores, através de grandes atos, mobilizações e articulações que levaram milhares de manifestantes ao planalto central.

Diversos vídeos postados nas redes sociais e Youtube mostram que os parlamentares são recebidos já no aeroporto por uma grande comitiva de servidores. Nos aeroportos em seus respectivos estados também existem registros de abordagem aos políticos.

Na Câmara e no Senado a peregrinação ocorre nos gabinetes, nas comissões e nos plenários. O cerco se fecha em visitas nos gabinetes das bases regionais dos políticos e em manifestações em cada cidade onde exista repartição pública, se caracterizando como uma batalha sem tréguas na busca do convencimento dos políticos.

Senadores admitem derrota e estratégia é derrubar a sessão

Na última sessão do Congresso realizada em 02/09 a base aliada do governo sentiu o poder de articulação dos servidores, que conseguiram colocar mais de 300 deputados no plenário.

Publicidade

Para impedir a votação e rejeição dos vetos, a base aliada teve de recorrer a manobras para derrubar a sessão. Ainda no turno regimental de discussão foi pedida a verificação de quórum, sendo registrada a presença de 38 senadores, faltando apenas três para o quórum da fase de votação.

Foi quando o deputado Waldir Maranhão (PP/MA), presidente em exercício, encerrou abruptamente a sessão sob protestos da oposição.

O Senador Delcídio do Amaral (PT/MS), líder do governo no Senado, afirmou que, se o Planalto avaliar que há risco de derrota, adotará a estratégia usada há mais de cinco meses: esvaziar a sessão para que não exista quórum para deliberar no plenário.

Posicionamento similar tem o Senador Humberto Costa (PT/PE), líder do Bloco de Apoio ao Governo que diz que a orientação da base é para esvaziar a sessão do dia 22/09, por acreditar que se a sessão ocorrer o veto 26/2015 será derrubado. #Justiça