A revista Veja, desta semana, traz revelações exclusivas sobre o  funcionamento de um dos maiores escândalos de #Corrupção e desvio de dinheiro descoberto no #Governo petista e que deflagrou a chamada operação Lava Jato, deflagrada pela Justiça Federal, com apoio da Polícia Federal e Ministério Público. Segundo publicou a mesma, o esquema de desvio de dinheiro da estatal fora criado pelo governo Lula e vinha sendo mantido na gestão petista atual, pela presidente Dilma Rousseff. Isto só reforça o que todo mundo suspeita, de que ambos tinham conhecimento do que se passava nos bastidores do governo. isto só foi possível, graças ao acordo de delação premiada, que o então ex-deputado Pedro Corrêa tenta ajustar com a justiça, numa tentativa de seus advogados de aliviar a sua pena, por envolvimento, no esquema de recebimento de propina dentro do chamado Petrolão.

Pedro Corrêa,  ex-deputado pelo PP( Partido Progressista), é o primeiro político brasileiro, preso pela operação Lava-Jato.  Oriundo de uma das famílias mais abastadas de Pernambuco, o político, de formação acadêmica nas ciências médicas, fazia parte da base aliada do governo petista, já na era Lula.

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Existia um acordo entre o partido do então deputado e o partido dos trabalhadores, segundo ao qual, o seu apoio dava ao direito de indicar certos colaboradores para que ocupassem certos cargos de função estratégica dentro da estrutura do poder público. O motivo que causara a prisão do ex-deputado, já vinha desde a descoberta do esquema do mensalão. Apesar disto, Pedro Correia, fez questão de manter o seu acordo com então presidente Lula. Após preso pela operação Lava-Jato, Corrêa, negocia com o Ministério Público, um acordo de delação premiada, que poderá pôr fim ao seu tácito acordo com Lula.

Na prisão desde o mês de abril deste ano, o ex-deputado já declarou aos procuradores da Lava-Jato, que Lula e #Dilma Rousseff sabiam da existência do esquema dentro da Petrobrás. Além disto, segundo o mesmo, ambos, sempre vinha trabalhando para que o esquema estivesse sempre funcionando.

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Segundo o político, o comando da operação criminosa vinha de um nível acima, da Casa Civil, maneira discreta de se referir ao Palácio do Planalto.  O deputado afirma que o esquema chamado de petrolão,nasceu numa reunião que foi feita no Palácio do Planalto, onde o mesmo participara, com integrantes do Partido Progressista(PP), do próprio Lula, e dos petistas, José Dirceu, que era ministro da Casa Civil, na época do fato e de José Eduardo Dutra, então presidente da estatal. O assunto era a nomeação de Paulo Roberto Costa para ocupar a diretoria de abastecimento da empresa. Lula chamava carinhosamente  Paulo Roberto de " Paulinho". Havia uma certa resistência, por parte do presidente da Petrobrás, em nomear o protegido de Lula. Isto por que não era costume trocar um diretor com pouco tempo de permanência na empresa. Lula ameaçou demitir toda a equipe da diretoria, inclusive o presidente, caso sua ordem não fosse cumprida.  Pedro Corrêa afirmou que a intenção do presidente era nomear colaboradores dentro da Petrobrás para angariar fundos e montar caixa para financiar futuras campanhas políticas.A presidente Dilma Rousseff sabia do esquema e colaborou com a continuação, segundo Corrêa.  A sua anuência vinha desde quando comandou a Casa Civil e o conselho de administração da estatal brasileira.

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Ela já havia intervindo em uma disputa pelo dinheiro desviado entre deputados do partido de Corrêa.