Quem acompanha o atual cenário político brasileiro nota que a posição do vice-presidente  da república, Michel Temer, do PMDB, é de muita discrição. O fato do político pouco falar no momento tem razão certa. De acordo com o jornal Folha de São Paulo em reportagem publicada neste domingo, 20, líderes peemedebistas já confessam que podem em breve apoiar o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Para o partido, a saída da líder do #PT culminaria com a subida de Temer ao posto mais importante na política brasileira.

E tem até prazo para isso ocorrer. Mais uma vez segundo o jornal, a maior parte das fontes ouvidas diz que o cenário político deve se estabelecer claramente em dois meses.

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Outros poucos já acham que essa crise vai até 2016. Caso Dilma renuncie ou seja retirada do poder até antes do meio do seu mandato, uma nova eleição é realizada em um ano. Um dos líderes do PMDB teria dito que o partido não pretende enforcar #Dilma Rousseff, mas também não pretende tirar a corda para que ela mesma o faça. 

Para alguns representantes do partido, a rejeição de Dilma Rousseff deve aumentar. A última avaliação feita pelo Datalolha dava conta que apenas 8% dos brasileiros diziam que a governabilidade da presidente é boa ou ótima. Com o novo pacote polêmico, esse índice positivo deve cair ainda mais, ou pelo menos o de rejeição, hoje em 71%, deve subir. Na televisão, diversos partidos estão colocando comerciais criticando o fato do governo querer cobrar mais impostos. Em um deles, o povo é representado em um cabo de força com os políticos.

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Homens fortes acabam vencendo uma família frágil. A peça publicitária argumenta que é isso o que os impostos fazem e mostra o que seriam banqueiros dando gargalhadas. Em seguida, a família se levanta e recebe a ajuda de outros brasileiros. Na narração, o texto da peça diz: "juntos, os brasileiros são mais fortes". 

Nas próximas semanas, o governo viverá dias importantes. Até 15 de novembro, o Tribunal de Contas da União, o TCU, deve dizer se as contas do governo estão regulares ou não. No entanto, a partir do dia 29, Eduardo Cunha deve analisar um recurso de um dos pedidos de impeachment de Dilma.