Em prisão domiciliar, o presidente da empreiteira UTC, Ricardo Pessoa, teve seu acordo de delação premiada homologado pelo ministro Teori Zavascki na última quarta-feira (24). Neste fim de semana, a revista Veja publicou uma reportagem onde afirma ter tido acesso ao conteúdo do depoimento prestado por Pessoa, que é considerado o chefe do cartel de empreiteiras que fraudavam licitações da Petrobras.

De acordo com a matéria publicada em Veja, são 18 os políticos que receberam dinheiro proveniente do esquema de corrupção. Esta verba, obtida em contratos com a estatal, teria sido usada para doações às campanhas de candidatos do PT, PMDB, PTB, PSDB, PP e PSB.

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A reportagem cita os 18 nomes que supostamente teriam sido delatados por Ricardo Pessoa e ainda os valores que teriam sido pagos a cada uma das campanhas. Na lista estão a presidente Dilma Roussef e o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, com R$ 7,5 e R$ 2,5 milhões, respectivamente. O campeão de arrecadação teria sido o senador Fernando Collor de Mello (PTB/AL), com R$ 20 milhões e, em segundo lugar, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, com 15 milhões de reais.

No caso de Dilma, a revista afirma que Ricardo teria mencionado o Ministro da Comunicação Social Edinho Silva, na ocasião tesoureiro da campanha, como a pessoa que teria negociado os valores das propinas. Inicialmente o total deveria ser de dez milhões, porém o empreiteiro foi preso antes de pagar a última parte do acordado.

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Já para #Lula em 2006, de acordo com a reportagem de Veja, Ricardo Pessoa teria dito que levava pessoalmente os pacotes de dinheiro para o comitê de campanha, acompanhado de um executivo da empreiteira.

Em sua defesa, o ministro Edinho Silva confirmou que esteve com Pessoa para tratar de doações de campanha, porém nega a ilegalidade das doações, já que as contas foram aprovadas pelo Tribunal Superior Eleitoral.

Também a Secretaria de Finanças do PT reitera que as doações foram feitas de acordo com a lei e que foram declaradas à Justiça.

Lula já processa jornalistas da revista

Os dois jornalistas da Revista Veja que assinaram uma matéria intitulada “A Voz Dele”, estão sendo processados por Lula. Esta reportagem afirma que Léo Pinheiro, ex-presidente da OAS, faria um acordo de delação premiada para revelar relações entre o ex-presidente e a empresa. Léo Pinheiro, condenado por lavagem de dinheiro, organização criminosa e corrupção ativa, não fez o acordo.

Ao fazer um acordo de delação premiada, o delator, que tem como objetivo a redução de sua pena, precisa indicar meios para obtenção de provas daquilo que está denunciando. Já à revista em questão, resta defender-se na Justiça, caso venha a ser processada pelas pessoas citadas na matéria.

 

  #Dilma Rousseff #Lava Jato