O céu não é de brigadeiro, nem o mar está para peixe. Mesmo assim, a presidente #Dilma Rousseff insiste em dizer que está "extremamente otimista", que juntos vamos superar as dificuldades e desafios, que precisamos nos entregar de corpo e alma nessa trajetória para fazer o país voltar a crescer e que fará tudo o que for "necessário". Foi nesse tom que Dilma discursou, nessa terça, 15, em cerimônia para a entrega do prêmio Jovem Cientista, no Palácio do Planalto, conforme divulgou o jornal Folha de S.Paulo. 

Segundo o comentarista Merval Pereira, Dilma perdeu a credibilidade, mesmo entre aqueles que votaram nela, quando vendeu, durante a campanha eleitoral, um país com uma situação econômica estável, sem crise, e prometeu não aumentar impostos.

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Portanto, agora é muito difícil pedir o apoio da população, que não está disposta a fazer sacrifícios para esse governo. 

Merval reforça que, a situação política piora a cada dia, e dessa forma, será muito difícil para a presidente convencer os parlamentares a aprovarem o pacotão do ajuste fiscal, principalmente com aumento de impostos. Para ele, Dilma se colocou em risco extremo, quando enviou para o Congresso um orçamento que atinge ao setor produtivo, atinge a classe média e cria novos impostos, entre eles a CPMF.

O momento delicado, após o erro estratégico de enviar para o Congresso um orçamento com um buraco de R$ 30 bilhões, só serviu para chamar a atenção da Standard & Poor´s para a incapacidade do governo de administrar o caos que ele criou e para rebaixar a nota do Brasil, retirando o grau de investimento.

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Dilma vive uma batalha de vida ou morte, onde o tempo é curto e a negociação no Congresso para aprovar o ajuste fiscal, é o último suspiro para a sobrevivência de seu mandato.

O governo não fez o dever de casa e gastou mais do que devia, apostou no consumo, quando devia incentivar a indústria para fazer o Brasil crescer. Agora não pede só união, pede que os brasileiros paguem a conta.

Somente a CPMF, ressuscitada no pacote, disfarçada de temporária, vai cobrir R$ 32 bilhões no déficit do orçamento. A alíquota, segundo Levy, será de "apenas" 0,2% sobre todas as transações financeiras e deve assaltar o bolso dos brasileiros, por pelo menos 4 anos.

Seis dias após os principais partidos de oposição lançarem o movimento pró-impeachment, sete dias após o Brasil ser considerado um mau pagador pela agência de risco Standard & Poor´s, ainda assim, a presidente Dilma Rousseff não faz uma mea culpa, não admite os erros do primeiro mandato e se diz otimista. Além disso, sob a perspectiva da presidente, aqueles que criticam o difícil cenário brasileiro, estão se aproveitando da crise para chegar ao poder, numa "versão moderna do golpe", como publicou nesta quarta feira, 16, o portal G1. #Crise econômica #Crise no Brasil