A Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condesf) decidiu, no último dia 15 de setembro, em reunião com mais de 20 entidades representativas dos funcionários públicos brasileiros, marcar uma greve geral de todo o funcionalismo público para o próximo dia 23 de setembro, quarta-feira.

A Condesf, que é ligada à CUT (Central Única dos Trabalhadores), optou pela paralisação, como forma de protesto contra as medidas de ajuste fiscal que serão adotadas pelo #Governo Dilma. A principal reivindicação é o não reajuste dos salários do funcionalismo público pelo período de sete meses, o que segundo o ministério da Fazenda deverá proporcionar uma economia de aproximadamente 7 bilhões de reais ao cofres públicos.

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Na próxima segunda feira, dia 21, haverá uma reunião com todos os movimentos que defendem os funcionários públicos e as centrais sindicais brasileiras. O objetivo é chamar para uma paralisação geral sem prazo definido. De acordo com Sérgio Ronaldo da Silva, integrante da Confederação, a intenção é pressionar o governo contra esta medida imposta ao funcionalismo público. Ele disse ainda que todos devem estar preparados para uma situação não tão favorável.

A Condesf congrega cerca de 36 entidades sindicais que estão na representação de cerca de 80% dos servidores do executivo. Segundo dados divulgados pela confederação, cerca de 100 mil funcionários do total de 850 do executivo já se encontram com os braços cruzados.

O ministério do Planejamento divulgou a informação de que a maior parte dos servidores públicos em greve estão lotados nas universidades públicas federais, que totalizam cerca de 56 instituições.

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As instituições sindicais, que representam os servidores e docentes das instituições públicas federais ligadas à educação, já se encontram em #Greve há mais de 100 dias. Somando-se a este movimento, temos a greve do INSS que já atingiu 72 dias de duração. No último dia 15, o movimento foi engrossado pela adesão dos fiscais do ministério da Agricultura.

As reclamações do servidores públicos também incluem a suspensão do pagamento do abono de permanência, que é pago aos funcionários, que mesmo aposentados continuam a trabalhar. A estimativa das entidades sindicais é que existam mais de 100 mil servidores que estão incluídos nesta situação. A projeção é que este número atinja os 123 mil de trabalhadores para um período de cinco anos.

Na quarta feira, dia do movimento, haverá a publicação de um manifesto das entidades representativas dos funcionários públicos contra as medidas econômicas, que foram divulgadas pelo governo contra a #Crise econômica atual.