Em razão da sessão do #Congresso Nacional estar prevista para às 19 horas de ontem (22), o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) encerrou a Ordem do Dia do Senado por volta das 19 horas. Já o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), continuou com a sessão da Câmara até às 20 horas. Antes do início da sessão do Congresso, parlamentares debateram os vetos e manifestaram seus pontos de vistas.

O deputado José Guimarães (PT-CE), Líder do Governo na Câmara, disse que o governo trabalhou muito durante o dia e que esperava que os vetos fossem mantidos pelo bem do Brasil. O deputado Moroni Torgan (DEM-CE), Líder da Minoria, disse que se o governo baixasse 0,5% de juros que se paga aos banqueiros seria o suficiente para que todos os vetos fossem derrubados.

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Os parlamentares governistas estavam confiantes de que conseguiriam manter os vetos presidenciais. Os oposicionistas creem na possibilidade da derrubada de alguns vetos. Os servidores do poder judiciário federal, que passaram o dia inteiro pressionando deputados e senadores, tinham esperança na derrubada do veto presidencial 26/2015. Milhares de servidores participaram de um ato no gramado em frente ao Congresso.

Renan Calheiros presidiu a sessão

Aberta a sessão do Congresso pelo Senador Renan Calheiros (PMDB-AL), um dos primeiros parlamentares a se manifestar foi o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), que destacou para voto em separado o veto 26/2015, fazendo com que sua votação ocorresse através do painel. Caso não houvesse o destaque, a votação seria através de cédulas.

O deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), ao final, denunciou que muitos servidores foram impedidos de ingressar nas galerias do plenário da Câmara.

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Ele disse que os servidores deveriam ser tratados com o devido respeito, pois eram fundamentais para o funcionamento do poder judiciário.

Dilma jogou pesado pela manutenção do veto

Na tarde de segunda-feira (21), e durante todo o dia de ontem (22), a presidente Dilma Rousseff participou de várias articulações pela manutenção do veto. Primeiramente, reuniu-se com os Presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e pediu para que eles impedissem a realização da sessão conjunta do Congresso.

Durante a tarde, após analise de que o governo tinha margem de votos suficientes para que os vetos fossem mantidos, graças à liberação de verbas e negociações de cargos e até ministérios, o planalto mudou de posição e comunicou a Renan e Cunha que poderiam realizar a sessão.

A decisão final sobre a sessão ocorreu já no final da tarde, após uma reunião de lideranças ocorrida no gabinete do Presidente Renan Calheiros (PMDB-AL).

A sessão do Congresso foi tensa

A primeira parte da sessão do Congresso começou por volta das 20h50 e foi de discussão, onde os parlamentares favoráveis e contrários à manutenção dos vetos se sucederam em oratórias inflamadas na tribuna da Câmara. Cada parlamentar que subia na tribuna e falava pela derrubada do veto 26 era aplaudido pelos presentes nas galerias.

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Renan pedia que era muito importante a colaboração dos presentes para que, com o esforço de todos, se pudesse continuar com os trabalhos. Durante a discussão, o deputado Rubens Bueno (PPS/PR) manteve o destaque para votação em separado do veto 26/2015. A sessão se prolongou até a madrugada e já não havia mais quórum para derrubar qualquer veto.

A melhor tática para os servidores passou a ser derrubar a sessão, e vários partidos entraram em obstrução. A sessão foi derrubada por falta de quórum às 2h20 da madrugada#Dilma Rousseff #Blasting News Brasil