A recente polêmica a respeito do Decreto 8.515, que tira poderes dos militares, em favor do ministro da Defesa, Jaques Wagner, teve uma figura que contribuiu para que a iminência de uma crise fosse concretizada entre o #Governo e as Forças Armadas. De acordo com artigo publicado na revista Veja, o pivô de toda a celeuma foi Eva Chiavon, secretária geral do Ministério da Defesa do governo Dilma.

Nomeada por Jaques Wagner para o cargo de secretária geral, Eva Maria Cella Dal Chiavon é integrante do PT. A sua nomeação advém do fato de que a mesma, há muito tempo, faz parte do círculo de relação do ministro dentro da política.

Publicidade
Publicidade

Ela foi chefe da Casa Civil na Bahia, no primeiro mandato de Wagner como governador, e chefe de gabinete do mesmo, quando o atual ministro foi eleito para a Câmara dos Deputados.

Antes de assumir a secretaria do ministério da Defesa, ela era considerada o " braço direito " de Miriam Belchior no ministério  do Planejamento. A indicação do seu nome para a pasta gerou muita resistência dentro dos meios militares. Isto pelo fato de que Eva Chiavon é casada com o número 2 do movimento do MST, Francisco Chiavon, braço direito do dirigente do Movimento dos Sem Terra (MST), Stedile.

O decreto estava guardado no ministério da Defesa, pelo menos durante três anos. Sem que ninguém requisitasse, e sem o conhecimento do próprio ministro da Defesa, Jaques Wagner, que, à época, estava viajando para a China, o mesmo foi parar na mesa da presidente Dilma.

Publicidade

Esta cometeu, então, um dos mais graves erros, que foi assiná-lo sem ler o seu conteúdo.

Aliás, este tipo de procedimento tem se tornado muito comum no governo petista. Para completar a confusão, o almirante da marinha, Eduardo Bacellar, estava assumindo interinamente a pasta da defesa no lugar de Jaques Wagner. O militar declarou que o decreto não havia chegado até ele, mas constava o seu nome na publicação do mesmo. A própria Casa Civil da Presidência apressou-se em revelar o nome do responsável pelo conflito que se instalara, ou melhor, a responsável. Seria Eva Maria Chiavon, a Secretária geral do ministério da Defesa.

Após o mal estar formado, Jaques Wagner tratou de tentar contornar a situação. O ministro devolveu aos militares suas antigas atribuições históricas, entretanto, estranhamente, manteve a sua atual secretária geral no cargo. #Dilma Rousseff #Blasting News Brasil