E a Mesa Diretora da Câmara dos Deputados delegou, nesta quarta-feira (28), quem será o relator do processo que corre na Corregedoria da Casa contra o presidente #Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Beto Mansur (PRP-SP), 1º secretário da Mesa Diretora, foi o escolhido e será o responsável por tocar o processo e produzir o parecer de admissão sobre o caso.

Cunha presidia a reunião até o momento em que se chegou na representação protocolada contra ele. Nesse instante, o deputado passou a presidência da Mesa para o 1º vice-presidente, Waldir Maranhão (PP-MA), que por sua vez delegou a relatoria do caso para Beto Mansur.

Após a escolha, Eduardo Cunha tomou a presidência da Mesa novamente para si.

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Nesse instante, ele escolheu Felipe Bornier (PSD-RJ), 2º secretario da Mesa Diretora, para ser o relator de uma representação protocolada contra um segundo deputado: Waldir Maranhão. Ou seja, enquanto Maranhão escolheu quem seria o relator do caso Cunha, Cunha escolheu quem seria o relator do caso Maranhão, e para fechar as decisões, 1º e 2ª secretários ficaram responsáveis. E acabou tudo dentro da Mesa Diretora.

O trâmite do processo será o seguinte: No momento atual, ainda não existe discussão do mérito, o relator terá que primeiro tomar a decisão se irá fazer a abertura de procedimento. Se essa for a decisão, o caso será devolvido à Corregedoria, caso o relator prefira optar pela inadmissibilidade, o caso então será arquivado. Não existe prazo para nenhum dos relatores entregarem seus pareceres.

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Representações contra Cunha e Maranhão

A representação contra o presidente da Câmara partiu de um grupo de 29 deputados, de sete partidos diferentes, que alegam quebra de decoro parlamentar por suposta mentira de Eduardo Cunha na CPI da Petrobrás. Já Maranhão também é investigado pela Operação Lava Jato por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobrás. A representação contra o 1º vice-presidente foi feita por um cidadão comum.

Quem é Beto Mansur?

O deputado Beto Mansur é amigo pessoal de Eduardo Cunha e está envolvido em diversas polêmicas. A última delas é devido ao seu envolvimento com um escritório de advocacia que ele pagou, com dinheiro dos cofres da Câmara dos Deputados, R$ 1,17 milhão entre 2008 e junho de 2015. Dentre os pagamentos, foram gastos pelo menos R$ 100 mil para copiar da internet pareceres jurídicos sem autorização dos autores. #Congresso Nacional