A presidente #Dilma Rousseff fez nesta sexta-feira (2) o anúncio oficial da reforma ministerial de seu atual #Governo. Este episódio deu-se no Palácio do Planalto, em Brasília. Após um longa discussão com políticos, ministros, alguns dirigentes de partido políticos, a presidente tentou reunir em seus objetivos uma força de coalizão que trouxesse equilíbrio e estabilidade para se manter a governabilidade. Em algumas ocasiões, Dilma recorreu ao vice presidente, Michel Temer, e ao ex-presidente Lula para que fossem discutidas as mudanças nos cargos ministeriais. Lula, claro, manifestou suas intenções na elaboração do elenco.

 A reforma divulgada prima pela redução do número de ministérios, que passa de 39 para 31, redução no número de cargos comissionados, das verbas de custeio e dos salários dos ministros, ocupantes das atuais configurações das pastas anunciadas, dentre outras.

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A intenção do Governo com as medidas é se beneficiar de uma economia de cerca de R$ 200 milhões de gastos.

Com o objetivo de formar uma política que garanta as condições de seu governo de continuar com a governabilidade ativa, Dilma procurou distribuir de forma mais equilibrada possível os ministérios entre os aliados que compõem a sua base. Assim, a presidente busca apoio político para aprovar as medidas de seu interesse tanto na Câmara quanto no Senado.

Em seu discurso, Dilma frisou a necessidade de tornar o Brasil um país moderno, ágil e eficiente. Segundo a mesma, o desenvolvimento de alguns países só foi possível por que buscaram a modernização e a eficiência em seus métodos de administração interna. A presidente reconheceu mais uma vez a existência de uma #Crise econômica e diz que se existiram erros, estes devem ser superados.

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De acordo com a mesma, a crise econômica só será superada quando focarmos as ações nos acertos, que serão importantes para tirar o país do grave momento atual.

Veja aqui os principais pontos da reforma:

1- A reforma do estado deverá ter uma comissão permanente de acompanhamento;

2 - 08 ministérios serão desativados;

3 - Cancelamento de 3 mil cargos do tipo comissionado;

4- Corte imediato de 30 secretárias que são subordinadas a ministérios;

6 - Diminuição dos salários dos ministros em cerca de 10%, incluindo o da presidente da República e seu Vice;

7 - Corte de gastos em verbas de custeio da ordem de 20%;

8 - Adoção de limite de gastos com telefone, viagens e diárias de ministros;

9 - Reavaliação de todos os contratos com empresas de serviço terceirizadas;

10 - Reavaliação de todos os contratos de locação do governo;

11 - Reavaliação do uso de bens imóveis do patrimônio público pertencentes à União;

12 - Montagem de um centro de transportes para cada pasta ministerial, a fim de reduzir gastos com carros oficiais.

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Apesar da redução do quadro de ministérios, a reforma ministerial acabou por privilegiar certos partidos, como o PMDB. Este ficou com sete pastas ministeriais, atrás apenas do PT, que ficou com nove. Os outros cargos ficaram com PDT, PC do B, PSD, PR, PP, PRB e PTB.

Dilma ainda agradeceu aos ex-ministros que estiveram com ela no governo até esta data e que contribuíram, até o último momento, com suas respectivas competências e com compromisso para com o país, citando o nome de cada um individualmente.