O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), saiu favorecido em mais uma decisão do STF( Supremo Tribunal Federal). Investigado pela justiça, por manter contas secretas no exterior e por desvios de dinheiro no esquema de #Corrupção que envolvem o recebimento de propinas, no aluguel de navios sonda pela Petrobras, o deputado teve o seu pedido de sigilo negado quanto ao caso das contas não declaradas na Suíça. A decisão do STF foi julgada pelo ministro Teori Zavascki. Apesar de negar o pedido do dirigente da Câmara, o ministro da instância superior da justiça brasileira, foi também responsável por acatar outra medida que envolve Cunha, no escândalo do Petrolão e que vai ajudar ao peemedebista a se defender das denúncias que o acusam de recebimento de propina.

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O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, determinou esta semana, em Brasília, que o processo contra #Eduardo Cunha, a respeito do caso de recebimento de propina pelo mesmo, no aluguel de navios sonda pela Petrobras, deverá seguir em segredo absoluto. Cunha é acusado de embolsar cerca de R$ 5 milhões de dólares. Com esta decisão, a consulta que se faz ao processo pela internet, no site do STF, terá o nome de do deputado retirado da página, passando apenas a constar apenas as iniciais do seu nome.

A medida foi tomada por Teori, em virtude da adição de novos elementos, que ajudam a aumentar o teor das denúncias contra Cunha. Estes novos dados foram fornecidos pelo Procurador Geral da República, Rodrigo Janot. O acréscimo feito pelo procurador se refere ao teor do depoimento do lobista Fernando Soares.  Este é considerado como a pessoa que operava o esquema de corrupção, dentro do PMDB.

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Fernando Soares, também apelidado de Fernando Baiano, declara que entregou a Eduardo Cunha, a quantia de R$ 5 milhões de dólares. Segundo o mesmo, a entrega teria ocorrido no escritório de Cunha, no Rio de Janeiro. O lobista, mais uma vez, em depoimento, confirmou que o montante era fruto do desvio de dinheiro da Petrobras, para pagamento dos contratos de confecção para a  empresa, de navios sonda. Pelas declarações de Soares, o repasse do dinheiro desviado vinha acontecendo desde 2011. As entregas teriam ocorrido em cinco a seis ocasiões e foram efetuadas em dinheiro vivo. Todas foram realizadas no escritório do deputado. Cunha ainda foi agraciado com um bônus de cerca de R$ 300 mil, que foram pagos em viagens de jatinhos particulares. 

Com a acréscimo destes novos elementos à denúncia, Eduardo Cunha ganhará mais tempo para que possa elaborar a sua tese de defesa. A partir de agora, será aguardado que a defesa do mesmo venha a  se manifestar. Após isto, o procurador geral da República deverá elaborar novo parecer, que será enviado ao STF, para que seja apreciado em plenário. Caso, a denúncia seja acatada pelos ministros do Supremo, então será instalado o processo e Cunha será arrolado como réu e terá que responder pelo mesmo.