Preso pela Polícia Federal (PF), Fernando Soares, lobista e delator da operação Lava Jato, afirma ter pago R$ 2 milhões a um amigo do ex-presidente Lula, e parte dessa quantia seria designada a uma nora do petista. Afirmou também ter feito pagamentos em dinheiro vivo, sendo pelo menos, R$ 1 milhão ao presidente da Câmara, #Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

Segundo Baiano, a negociação foi feita por meio de um amigo de #Lula, José Carlos Bumlai, que se referia a um negócio envolvendo a OSX, empresa de Eike Batista, atualmente em recuperação judicial, que trabalhava na área da construção naval, que beneficiaria a nora de Lula.

O negócio seria, que como o delator trabalhava para a OSX, a mesma participasse de contratos da Sete Brasil, uma firma que é formada por sócios particulares e a Petrobras, as mesmas que administram os alugueis de sondas para o Pré-Sal.

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Baiano disse que de início pedia ajuda a Bumlai, mas que posteriormente foi o próprio Lula que tomou frente das reuniões com o presidente da Sete Brasil, se certificando que a OSX fosse chamada para o negócio.

As negociações não deram certo, mas Bumlai ainda cobrou uma comissão de R$ 3 milhões, segundo Baiano. Essa comissão seria para pagar uma parcela de um imóvel de uma nora de Lula, que não teve seu nome divulgado. Ele falou que ainda chegou a pagar R$ 2 milhões.

Foi negado pelo instituto Lula qualquer pedido do petista ou mesmo autorização a Bumlai para fazer essas negociações em seu nome e que Fernando Baiano nunca favoreceu alguma nora sua. Bumlai já é velho conhecido da #Lava Jato, tendo sido mencionado por um segundo delator, um ex-diretor da empreiteira Camargo Corrêa, sendo envolvido também em episódios de propinas.

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Já se referindo a Eduardo Cunha, Fernando Soares revelou ter levado para o escritório do mesmo cerca de R$ 1 e R$ 1,5 milhão no ano de 2011, entregando a quantia a um certo Altair. Segundo o Jornal Nacional, esse pagamento fazia parte dos US$ 5 milhões prometidos a Eduardo Cunha pelo lobista Julio Camargo.

E ainda, segundo Baiano, ele tinha um celular só para se comunicar com Cunha sobre ilícitos. Afirma ainda que o deputado chegou a enviar um e-mail citando o pagamento. Eduardo Cunha nega qualquer envolvimento com Baiano e o recebimento de propinas.