Numa manobra planejada, a presidente Dilma Rousseff voltou atrás mais uma vez e deixa de demitir cerca de três mil funcionários, que possuem cargos comissionados no segundo e terceiro escalão do #Governo.  A justificativa do Palácio do Planalto é que o mesmo está deixando passar mais este período de crise, para voltar a demitir estes funcionários. Deste modo, Dilma passa a paralisar parte da tão anunciada reforma administrativa, que possui a intenção de cortar gastos e trazer economia aos cofres do governo. Entretanto, a intenção da presidente está em acalmar a base aliada do governo, tradicional apadrinhadora da maioria dos cargos do tipo DAS (Direção e Assessoramento Superior), o que deixaria o governo em desconforto, em termo de apoio político para barrar um possível processo de impeachment.

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A reforma administrativa, amplamente divulgada, como forma de conter gastos e trazer economia para os cofres do governo, inclui entre outras medidas, a demissão de cargos do tipo comissionados ou DAS. A expectativa do governo é de uma economia em torno de R$ 200 milhões e de um corte de três mil em um quadro de cerca de 22,6mil funcionários públicos do tipo comissionados. Tecnicamente, é o que o Palácio do Planalto pretende ou afirma que vai fazer para pôr em prática a reforma administrativa.

O corte de pessoal apregoado, entretanto, assume um efeito político, de conotação muito ruim, ao governo. A maioria destes cargos são dependentes de indicação política ou pessoal. A reforma ministerial, do jeito que foi feita, procurou favorecer em seu maior número ao PMDB, que assumiu sete dos ministérios do governo Dilma.

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Portanto, o preenchimento das vagas de servidores para o segundo e terceiro escalão sofreu uma grande reviravolta. Entretanto, a velha fórmula prevaleceu. O favorecimento de pessoas ligadas a estes partidos. Aliás, o governo Dilma, para se manter no poder, teve que manter este cargos. Os partidos que agregam a base aliada do governo impuseram estas condições para apoiar o mandato da presidente. #Dilma Rousseff  passa por um momento delicado em seu segundo governo. Para tentar afastar o fantasma da cassação, via impeachment, o governo pretende contar com o apoio desta mesma classe de parlamentares, que possam apoiar o governo. Dentro da lógica própria da política, nada mais natural que ceder aos interesses para, em troca, conseguir apoio interno.

No entanto, o governo garante que nas áreas onde não há uma influência direta da política, os cortes continuam. Por exemplo, foi restringido o uso de viagens de primeira classe somente ao presidente e vice -presidente da República. Os ministros e comandantes das forças armadas terão que embarcar somente usando a classe executiva.

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Os demais servidores só terão direito a viajar na classe doméstica.Com relação ao uso de carros oficiais, só terão direito ao uso os ministros e comandantes das forças armadas. Dilma manteve o direito de uso dos mesmos aos parentes do presidente e vice presidente da República, somente em caso de segurança. A ideia é que os carros oficiais também sejam compartilhados  nos ministérios. #Blasting News Brasil