Numa tentativa de salvar a própria pele, o deputado federal Eduardo Cunha(PMDB-RJ), atual presidente da Câmara dos deputados, selou acordo  entre ele e o PT. A tentativa é de salvar o seu mandato, que está sendo posto em cheque, pelas denúncias de corrupção e recebimento de propinas em negócios que envolvem a estatal Petrobras. Alvo de um pedido de cassação impetrado por alguns partidos, tais como PSOL e a REDE, Cunha procurou a bancada do #Governo dentro da Câmara e  o próprio Palácio do Planalto para tentar salvar o seu mandato e escapar da cassação. As negociações tem o dedo de Lula para que o acordo fosse fechado.

Tem sido intensa a rotina atual de Eduardo Cunha, nos corredores do poder em Brasília.

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O presidente da Câmara tenta salvar o seu mandato como deputado federal pelo PMDB e ao mesmo tempo, procura se manter no posto como dirigente da Câmara dos Deputados. As negociações para que ambos, Cunha e Dilma possam sair beneficiados, tramitam ao redor da ação do PT em tentar barrar a cassação de Eduardo Cunha e por sua vez, o deputado não daria início aos trâmites que levariam ao desenrolar de um processo de impeachment contra a presidente. 

Nestas negociações, Cunha exige que o ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, seja sumariamente demitido. Segundo o presidente da Câmara, Cardozo foi o responsável por passar informações sigilosas sobre as investigações contra ele. Eduardo Cunha pede que Michel Temer assuma a vaga do ministro. Por Dilma, isto não aconteceria, mas como as negociações não estão mais com ela, o PT prossegue analisando o pedido do deputado.

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Apesar de ser denunciado no Conselho de Ética do Congresso, Eduardo Cunha já tem interpelados vários aliados e políticos ligados ao governo, para que o pedido de cassação não seja aprovado no colegiado.  Caso isso ocorra, o processo seguirá para a votação na Câmara. Neste ponto, pode ser que não haja mais controle sobre o mesmo e que o deputado possa vir a perder o seu mandato.  

Eduardo Cunha tem apelado, também a vários correligionários do governo, no intuito de que, as acusações que pesam sobre ele, com relação à operação Lava Jato, possam ser atenuadas. Alguns deputados manifestaram-se de forma resistente ao pedido, já que o caso é de grande notoriedade. Mesmo assim, o PT conseguiu neutralizar cerca de 30 parlamentares de sua base aliada, para que assinassem o pedido de cassação de Cunha. De um total de 62, os restantes 32 correligionários assinaram, seguindo uma orientação política pessoal  contra o presidente da Câmara.  #Dilma Rousseff