A presidente da república se reuniu pelo terceiro dia consecutivo nesta segunda-feira, 12, com líderes do governo para já formularem defesas contra ao impeachment. De acordo com reportagens do jornal Folha de São Paulo, aliados de Dilma Rousseff já tem certeza que Eduardo Cunha, presidente da câmara e líder do PMDB, deve abir um processo contra a governante do Brasil, ainda nessa semana. Uma das teses que pode ser defendida pela sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva é que ela foi enganada.

Dilma dirá que quando concorreu à eleição, todos os dados davam conta de que a retração na economia seria bem menor. Além disso, a presidente dirá que faz uma gestão democrática, não tendo tido em nenhum momento qualquer interferência em investigações, como a Lava Jato, que investiga o desvio de dinheiro da Petrobrás para a corrupção.

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Cunha deve se basear na desaprovação das contas do governo federal, que foram julgadas pelo Tribunal de Contas da União, para abrir uma investigação contra má gestão de Rousseff. Lembrando que nas últimas semanas, contas de Cunha na Suíça movimentaram o cenário político e um processo contra ele também pode ser aberto a qualquer momento.

Ou seja, qualquer manobra de Eduardo contra Cunha precisa ser feita o mais breve possível. Caso se confirme a tese dos aliados de Dilma e o deputado federal pedir a investigação sobre a gestão da presidente, ela deve recorrer ao Supremo Tribunal Federal para poder continuar governando.

No meio de toda essa turbulência, quem também investiga Dilma é o TSE, o Tribunal Superior Eleitoral, que depois de quase um ano decidiu acatar um pedido do PSDB para averiguar os dados da campanha de Rousseff e de seu vice, Michel Temer.

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Os ministros do TSE disseram que a presidente não pode sofrer qualquer julgamento antes que haja investigação e que a abertura do processo era corriqueira. 

Para piorar ainda mais a situação de Dilma, segundo a pesquisa mais recente do Ibope, cerca de 69% dos brasileiros desaprovam a sua gestão. Os índices mais altos da história da pesquisa. #PT #Dilma Rousseff #Impeachment