A situação do Governo Dilma está de mal a pior e isso não é segredo para ninguém, assim como a situação de #Eduardo Cunha (PMDB-RJ) é semelhante. Provas concretas contra o presidente da Câmara estão sendo constantemente divulgadas, deixando o deputado cada vez mais isolado e desesperado.

Por isso, suas ações ficam imprevisíveis, sendo assim, o Planalto já trabalha com a hipótese de que ele aceitará o pedido de abertura de impeachment da presidente Dilma (PT) ainda hoje. Este pedido é visto como o principal e mais importante de todos, por ter sido protocolado pelos juristas Miguel Reale Júnior e Hélio Bicudo, ex-petista e fundador do partido.

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Ou seja, um pedido de peso.

Mas há uma corrente que trabalha com outras possibilidades, ou seja, especulam outras ações de Cunha, como informou Cristiana Lôbo. Em seu blog, ela escreveu que o Governo se prepara para três caminhos: Cunha aceitar o pedido de Reale Júnior e Bicudo para ganhar as manchetes dos jornais com um: “Câmara abre processo contra a presidente”.

O segundo cenário seria Cunha rejeitar o pedido, dando tempo para o Governo tentar reconstruir a base e barrar a abertura do processo de impeachment. Já a terceira via seria Cunha adiar a decisão do pedido de impeachment, o que também daria mais tempo para o Governo se defender.

Indiscutivelmente o melhor cenário para Dilma seria a rejeição do pedido de abertura de impeachment. Cunha não aceitando daria um prazo bem maior para a presidente montar uma estratégia de defesa.

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Ela poderia se preparar melhor para um processo que é praticamente inevitável e que muitos dizem que é só uma questão de tempo.

Mas para que Cunha não decida imediatamente sobre a abertura ou não do processo, o Governo precisará dar uma ajudinha ao presidente da Câmara. Ele pediu que a bancada do PT dê uma trégua aos ataques. Ele quer que os deputados federais do partido não foquem na descoberta das contas na Suíça, não ajudem no movimento de afastamento dele da presidência da Câmara e, muito menos, na abertura de um processo de cassação por quebra de decoro por ter mentido numa CPI. Pedido simples, mas muito custoso.

Aceitando essa proposta, o PT perderia o discurso de estar ajudando nas investigações contra a corrupção no país. Ajudar o Cunha, que nega ter negociado qualquer apoio com o Planalto, é permitir que esquemas de corrupção continuem no Brasil. É demonstrar também que o Governo está muito mais enfraquecido do que acreditávamos e se vende facilmente para conseguir se manter.

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Indiferente do que acontecer hoje, o PT já convocou os principais advogados do partido, como Dalmo Dallari, Fábio Comparato, Gilberto Bercovici, Helono Torres e André Ramos Tavares para estudar como se defender, principalmente sobre as pedaladas fiscais, que o Tribunal de Conta da União sugeriu pela rejeição das contas do Governo. Ou seja, os advogados terão muito trabalho para tentar conter as três vias de cassação de Dilma: por rejeição as contas; por fraude eleitoral; e por sua campanha ter recebido dinheiro da Lava Jato e ela saber que isso aconteceu e não ter feito nada.

Enfim, o Brasil precisa voltar a caminhar, pois não dá mais para continuar nessa estagnação, porém, ele só pegará a estrada do crescimento novamente quando tudo isso for resolvido. Enquanto as pedaladas fiscais, a Lava Jato, o Petrolão, os possíveis pedidos de impeachment e o envolvimento de Eduardo Cunha com tantas histórias absurdas continuarem em alta, ninguém fará nada para tentar mudar a situação. Então, que isso tudo seja resolvido logo ou o cenário tenderá só a piorar. #Opinião #Blasting News Brasil