O presidente da câmara dos deputados, Eduardo Cunha do PMDB, está cada vez mais acuado e sem saber o que fazer, acaba tomando decisões que no jargão político são chamadas de "acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Depois de liminares do Supremo Tribunal Federal que dificultam a abertura de um pedido de impeachment contra a presidente da república #Dilma Rousseff, o deputado federal pelo Rio de Janeiro e até a oposição vem tal fato como cada vez mais improvável. 

Os juristas do Partido dos Trabalhadores jogaram uma água fria em quem torcia pela derrocada de Dilma do poder. A própria presidente disse em algumas entrevistas que mesmo que o processo de impeachment fosse aberto, ela iria recorrer da decisão ao STF.

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Ao  que tudo indica, nem vai precisar. O escândalo das contas bancárias de cunha na Suíça, que não foram declaradas à justiça eleitoral, acabou dando no mínimo mais tempo para o governo federal respirar. Agora mais provável que o impeachment de Dilma é que Cunha seja retirado do cargo.

Dezenas de deputados de partidos como o #PT, PSTU e Rede, pedem para que ele seja retirado do cargo de presidente da câmara. Como argumento, dizem que ele não tem mais legitimidade, nem decoro para tanto. Segundo informações do jornal Folha de São Paulo em reportagem publicada nesta quarta-feira, 14, aliados de Cunha já acenam para um possível acordo entre ele e o PT. No tal acordo, Eduardo diria que não ia abrir o processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. Em compensação, ele também teria o seu cargo mantido.

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A negociação tem deixado o PT dividido, pois boa parte dos aliados da sucessora de Luiz Inácio Lula da Silva , não acreditam que ele tenha qualquer força,

Dos pedidos existentes, o mais contundente e com um maior número de apoiadores é o feito por Hélio Bicudo, um dos fundadores do PT. Juristas se uniram e estão trabalhando em um novo texto que siga a nova determinação do STF. A desaprovação das contas de Dilma pelo Tribunal de Contas da União também será usada no texto.  #Eduardo Cunha