Parlamentares oposicionistas ao governo Dilma, iniciaram ontem, 7, debate para estabelecer procedimentos que a Câmara dos deputados deverá adotar para iniciar o processo de #Impeachment contra a presidente.

Logo após o Tribunal de Contas da União (TCU) rejeitar, por unanimidade, as contas públicas de 2014 da presidente Dilma Rousseff, deputados se reuniram na casa do presidente da Câmara, Eduardo Cunha(PMDB-RJ), a fim de traçar a estratégia que deverão adotar para atacar o Planalto e afastar a presidente da República.

O combinado é que Eduardo Cunha peça arquivamento do principal processo de pedido de impeachment, assinado pelo ex-petista e um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores Helio Bicudo e pelo ex-ministro da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, Miguel Reale Junior, a exemplo do que determinou, anteriormente, nos diversos pedidos de  impeachment que recebeu.

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Feito isso, a oposição clamará ao plenário da Câmara, que ainda sob efeito da decisão do TCU, decida se deve dar ou não continuidade ao pedido.

Essa estratégia de arquivar pedido para depois desarquivar, faz parte do acordo dos parlamentares e tem como objetivo proteger o presidente da Câmara, não permitindo que ele assuma sozinho, o ônus de ser o responsável pelo processo que pode culminar no afastamento de Dilma.

Conforme o jornal a Folha de S.Paulo, o ponto central da conversa na casa de Eduardo Cunha, foi o " dia de cão " de Dilma no dia de ontem. Primeiro, foi a derrota no Congresso quando o governo não conseguiu reunir quórum para manter os vetos da presidente, da chamada pauta-bomba. E nesse episódio, quem saiu derrotado foi o líder do PMDB na Câmara, o deputado Leonardo Picciani, do Rio de Janeiro.

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Picciani que é postulante a assumir o cargo de presidente da Câmara, na eventual saída de Cunha e tem a promessa de apoio do Planalto, falhou na sua missão de unificar o PMDB e perdeu os antigos aliados, que hoje formam um bloco independente. Deputados presentes na reunião, na casa de Cunha, afirmaram que Picciani foi reduzido ao seu devido tamanho, nessa quarta feira.

Depois de não conseguir a aprovação dos vetos, veio a segunda derrota do dia, quando o TCU rejeitou as contas do governo do ano passado.

A situação política de Dilma está se complicando cada vez mais. Caso o acordo dos parlamentares prospere, os seguintes passos poderão levar ao impeachment: #Dilma Rousseff

  • Pedido  - já existe
  • Acolhimento - Cunha deve arquivar, mas deputados devem acolher
  • Afastamento - 342 deputados precisam aprovar o afastamento da presidente, enquanto espera o julgamento
  • Envio ao Senado - os senadores tem 180 dias para aprovar ou não o julgamento
  • Julgamento - sessão comandada pelo Supremo Tribunal Federal, ouvirá discursos de acusação e defesa.O pedido deve ser aprovado por 54 votos.
  • Pena - se aprovado, a presidente perde mandato e fica inelegível por oito anos
  • Em caso de impeachment - assume o vice. Caso ele também seja acusado de irregularidades até o segundo ano de mandato, deverão ser convocadas novas eleições diretas em até 90 dias. Após dois anos, novas eleições indiretas ocorrerão, com voto parlamentar. Até que aconteçam novas eleições, o presidente da Câmara comanda o país.