#Dilma Rousseff e lideranças do #PT afirmaram abertamente em entrevistas que têm conhecimento do tamanho da gravidade da situação que o país enfrenta nos últimos anos, principalmente desde o princípio deste segundo mandato presidencial, mas mesmo assim procuram minimizar ou mesmo otimizar perspectivas como uma tentativa esporádica de "estancar" a rejeição como demonstram as últimas pesquisas.

A Presidente "navega" sozinha no "oceano gigantesco" do regime presidencialista que vigora em nosso país, onde os poderes públicos pelo menos teoricamente são independentes entre si, porém perante às decisões em projetos e outras tramitações dentro do Congresso Nacional, faz com que um poder dependente ou independentemente criem "laços" e com isso ocasione a governabilidade ao mandatário do Executivo e vice-versa.

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O Poder Legislativo que em princípio era constituído pela maioria sendo base aliada ao Poder Executivo, agora nota-se totalmente desalinhado politicamente e cada vez mais tornando-se oposicionista, ao já ter concluído que tanto a Presidente quanto a sua sigla partidária estão em colapso de aceitação popular. O governo acumula sérios danos não só nas imagens públicas dos mesmos mas assim também aos aliados que ainda estiverem presentes "entrelaçados" à eles e sem contar o descrédito angariado ao longo das últimas semanas devido as sucessivas perdas que enfrentam.

Como, por exemplo, a autorização do processo de investigação do financiamento e andamento de gestão da campanha da Presidente e de seu Vice-presidente Michel Temer, e ainda para agravar ainda mais a governabilidade, nesta última quarta (07) o Tribunal de Contas da União (TCU), por meio de decisão unânime, recomendou reprovação das contas de Dilma Rousseff.

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Alguns cientistas políticos preveem um lógico distanciamento do PMDB ao PT e novamente alguns de suas lideranças romperem com o Poder Executivo devido às últimas decisões tomadas contra este último, porém em contrapartida há analistas que "enxergam" a "barganha" obtida pelo partido de Michel Temer como satisfatória e devido aos sete Ministérios que têm em mãos, possa haver ainda uma certa conivência até o limite suportável.

O Presidente do Senado Federal Renan Calheiros (PMDB-AL) em meio ao atrito que ocorre manifestou em forma de clemência a união e fidelidade dos aliados, pedido este reforçado pela própria Dilma Rousseff em reunião acontecida nesta quinta (08) com a sua nova equipe ministerial.

A governabilidade da Presidente faz alguns dos antigos nomes do Partido dos Trabalhadores (PT) analisarem a possibilidade da mesma renunciar o mandato caso ela não consiga as aprovações em seu novo pacote fiscal e após rejeição contínua de sua figura pública, a própria conforma-se que não há "espaço" para discursos e medidas radicais, porém buscar medidas que ocasionem efeito a curto-prazo pois percebe-se a intolerância dos brasileiros perante a crise e o agravamento diário na crise política, aumentando a ingovernabilidade.  #Crise no Brasil