Para impedir a derrubada do veto presidencial 26/2015, ao projeto que reajusta os salários dos servidores do poder judiciário federal, o insaciável PMDB exigiu que a Presidente Dilma Rousseff entregasse mais pastas com status de ministérios ao partido. Ao todo o PMDB quer sete ministérios para acomodar as indicações de seus políticos.

O PMDB exige comandar o Ministério da Saúde com orçamento de R$ 109.4 bilhões, Agricultura R$ 11.5 bilhões, Aviação Civil R$ 6.7 bilhões, Portos R$ 1.3 bilhões, Turismo R$ 430.9 milhões, Minas e Energia R$ 3.8 bilhões e Pesca R$ 202.6 milhões.

Dilma ainda gastará R$ 4,9 bilhões em liberação de emendas parlamentares até o final do ano para acalmar as insatisfações de deputados e senadores.

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Cunha quer também o financiamento empresarial de campanha

Insatisfeitos os políticos do PMDB capitaneados por #Eduardo Cunha querem ainda derrubar o veto presidencial a projeto de lei para permitir o financiamento empresarial de campanha.

O Presidente da Câmara havia sido derrotado em votação na Casa, mas por uma manobra regimental conseguiu manter o financiamento empresarial de campanha no projeto, mas após manifestação do STF pela inconstitucionalidade da lei, Dilma vetou a parte incluída pela “articulação” de Cunha, o que irritou muito o deputado do PMDB.

Cunha boicota sessão do Congresso Nacional

Com o objetivo de forçar a inclusão do veto sobre o financiamento empresarial de campanha na pauta do dia 30/09 e impor derrota ao governo através da derrubada do veto, Cunha pressionou Renan durante os últimos dias.

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Com a resistência de Renan, Cunha disse que inviabilizaria a Sessão do Congresso convocando sucessivamente sessões da Câmara dos Deputados até que não fosse possível a realização da Sessão conjunta das duas Casas. Ameaça feita e cumprida pelo presidente da Câmara.

Contrariado Renan convoca sessão do Congresso para 06/10

Visivelmente contrariado pela derrota imposta por Cunha, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), teve que adiar a sessão conjunta de análise e votação dos vetos para a próxima terça-feira (06/10).

Renan comunicou a decisão após reunião com líderes dos partidos realizada na tarde desta quarta-feira (30). O impasse criado com Cunha é mais uma rusga da conturbada relação entre os caciques do PMDB.

Em coletiva Renan não escondeu a insatisfação com seu correligionário: “Não há acordo. A Câmara convocou sessões seguidas para o mesmo horário. Isso é inédito, mas aconteceu”.

Servidores do judiciário continuam mobilização pela derrubada do veto

Em mais uma semana tensa na tentativa de derrubada do veto presidencial 26/2015, que impede o reajuste dos servidores do judiciário, houve muita articulação nas dependências da Câmara e do Senado e manifestação do lado de fora do Congresso que reuniu milhares de servidores.

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De vuvuzela na mão, Carla Rovel, integrante da comitiva do Sinjutra – Sindicato dos Servidores da #Justiça do Trabalho do Paraná, disse que todas estas manobras não derrotarão os servidores, “Semana que vem estaremos de volta, e se for preciso repetiremos este ritual até a derrubada do veto”.

Miguel Szollosi, Coordenador do sindicato disse que a categoria continuará mobilizada e atuante nas articulações pela derrubada do veto. “Estamos sem reajuste de salários há nove anos, fizemos uma greve de meses, temos condições manter a mobilização por mais algumas semanas se for necessário. Demonstramos que temos resistência e persistência, eles não nos derrotarão pelo cansaço, só sairemos daqui com a vitória”. #Dilma Rousseff