Na manhã desta segunda feira (19), foi aceita mais uma denuncia contra o ex-presidente da construtora, Odebrecht Ltda, Marcelo Odebrecht, e mais três ex-executivos representantes da companhia. Na nova fase de investigação, o MPF (Ministério Público Federal) apontou diversas irregularidades em oito contratos de licitação, firmados entre a construtora e a Petrobras. Ex-âncora da Globo, mulher de Cunha entra na lista da corrupção da #Lava Jato.

O juiz também aceitou nova denuncia contra o ex-gerente de serviços da estatal, José Barusco Filho, além de Renato Duque, ex-diretor de serviços da Petrobras. Os três ex-executivos tornaram-se réus em mais uma ação penal da Operação Lava Jato, que investiga os desvios de dinheiro da Petrobras.

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Os ex-executivos são réus em outros processos da Lava Jato, como corrupção ativa e corrupção passiva, o que resultou em um sofisticado esquema de corrupção, ligado a Petrobras, que envolvia recebimento e pagamento de propinas a diretores da estatal por intermédio de contas bancárias no exterior. No entanto, a empresa nega.

A partir de agora, o processo irá entrar nas fases de audiência, nas quais, serão ouvidos, além dos acusados, suas testemunhas de defesa. A data para a última audiência foi marcada para o dia 21 de outubro, data que também terá início os interrogatórios, onde serão ouvidos o ex-doleiro Alberto Yuossef, além do ex-diretor da estatal, Paulo Roberto Costa.

Após o término dos interrogatórios, a defesa e acusação poderão solicitar novas diligências complementares, as quais serão analisadas pelo juiz do processo.

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Após a análise, o juiz deverá determinar os prazos para alegações finais, antes da última fase do processo envolvendo a sentença.

Novas prisões

Após aceitar as novas denúncias, o juiz Sérgio Moro decretou a prisão temporária de Rogério Santos de Araújo, Márcio Faria da Silva e Marcelo Bahia Odebrecht. De acordo com o juiz, a liberdade provisória para estes réus coincide em um risco as investigações.

Seguindo o mesmo procedimento, foi decretada nova prisão preventiva para Renato Duque, ex- diretor de serviços da estatal. O MPF solicitou também a prisão de Cesar Ramos, porém, este ficou de fora da decisão do juiz. Nesta decisão, o juiz apelou para os fatos baseados nos fundamentos do Supremo Tribunal Federal, que decidiu conceder liberdade condicional a Alexandre de Alencar, ex-diretor da Odebrecht, solto na última sexta (16).

Segundo o ministro Teori Zavascki, a prisão como medida extrema para os acusados, com mínima participação no esquema, se mostra indispensável, podendo ser substituída por penas alternativas.

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Seguindo a posição do MPF, o juiz evitou denunciar Alberto Yuossef e Paulo Roberto Costa de acordo com as novas provas apresentadas pelo Ministério Público. Segundo o juiz, ambos já respondem há diversas condenações. Como ambos firmaram um acordo de delação premiada, estão imunes a novas denúncias.

A maioria dos contratos, alvos das investigações, estão ligados a serviços de terraplanagem, na refinaria Abreu de Lima, complexo Petroquímico da (COMPERJ), no Rio de Janeiro. Dessa forma, os pagamentos de propina começaram em 2006, indo até julho de 2014. Era um esquema sofisticado que envolvia lavagem de dinheiro com depósitos no exterior. Segundo o juiz do processo, Sérgio Moro, existe uma tabela de vantagens indevidas, fornecida por Pedro Barusco, a qual indica o pagamento de propinas a ex-executivos da estatal.

Portanto, há inúmeras provas e documentos muito importantes, na materialidade das fraudes. Dessa forma, sustenta-se a hipótese de que as provas não vieram apenas da colaboração dos envolvidos no processo, mas sim, de provas evidentes. Segundo o juiz, há suspeita de que houve pagamento de propina a pessoas com foro privilegiado, como deputados e senadores. Revelada a íntima relação entre Lula e a Odebrecht #Justiça #Blasting News Brasil