O Tribunal Superior Eleitoral, o TSE, decidiu na noite desta terça-feira, 06, abrir uma ação para investigar a campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, o PT. Ao todo os ministros deram 5 votos favoráveis e 2 contra. Além de Dilma, quem também será investigado é o vice-presidente Michel Temer, do PMDB. Se fossem achadas irregularidades, o Tribunal pode tomar duas decisões, multar os partidos ou impugnar a eleição. Com isso, o presidente passa a ser o líder da câmara dos deputados, no caso, o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Eduardo Cunha. A partir da posse, ele teria até 90 dias para convocar novas eleições.

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É a primeira vez na história que o Tribunal Superior Eleitoral abre um processo de impugnação com um presidente já eleito. Até o momento, a assessoria do governo federal ainda não se pronunciou sobre a decisão do TSE.

A ação de investigação foi votada depois de um pedido do PSDB, que chegou a recorrer contra o Tribunal para não arquivar os dados referentes a campanha de #Dilma Rousseff. Os ministros não esperaram nem a volta de Gilmar Mendes no exterior para realizarem suas votações. Votaram na noite desta terça, os ministros Dias Toffoli (presidente da corte) e Luciana Lóssio. Lóssio fez questão de dizer que as investigações do TSE não terão influência da imprensa, isso porque nos últimos dias a possível abertura da investigação já era dada como certa. 

Além da investigação do TSE, Dilma aguarda a decisão final do TCU, o Tribunal de Contas da União, que não deve aceitar as explicações sobre as contas do governo.

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Tais fatos podem ser considerados suficientes para a abertura de um #Impeachment. A presidente já disse que caso um pedido de impeachment seja aberto, ela recorrerá ao Supremo Tribunal Federal, o STF.

O novo capítulo da segunda gestão traumática de Dilma aparece em um momento que o Ibope divulgou que 69% dos eleitores acham o governo da líder do PT ruim ou péssimo. A última pesquisa do Datafolha diz que esses números são ainda maiores, 71%.