Blasting News Brasil: Vocês colocam a "liberdade individual" como uma das grandes bandeiras do projeto do Novo, mas, sob o viés econômico, isso não ampliaria ainda mais as desigualdades sociais já existentes no país?

Maria Beatriz Figueiredo: Muito pelo contrário. No Brasil atual, é justamente o pobre que paga a maior parcela de sua renda em impostos. A população brasileira - de todos os níveis de renda -, ademais, tem uma forte vocação empreendedora, que o governo faz questão de sufocar não só com impostos pesados e complexos, mas também com burocracia e regulamentações excessivas. Por fim, a economia brasileira inteira sofre por ser fechada e engessado, impedindo a criação de riqueza e a geração de mais empregos.

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Enquanto a maior parte da população é explorada e desrespeitada pelo Estado, políticos e funcionários públicos - oriundos do topo de nossa pirâmide social - acumulam cada vez mais privilégios e poder. Grandes empresários recebem empréstimos a juros subsidiados que são pagos pelo imposto dos mais pobres. É um fato: no Brasil atual, muitas das intervenções do Estado têm efeito regressivo na distribuição de renda. Acreditamos em agir diretamente na origem da desigualdade e da pobreza brasileiras: o Estado deve garantir acesso a saúde e educação básica de qualidade para toda a população. Deve criar uma rede de proteção para quem precisa, e não uma teia de dependência na qual as pessoas entram e nunca mais saem. Dando as ferramentas e criando oportunidades, ajuda todos a caminharem com as próprias pernas.

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BN: Já há alguma projeção para o lançamento de candidaturas em 2016?

MBF: Sim, nós lançaremos candidaturas para os cargos de prefeito e vereador em algumas capitais do país. Mas só serão divulgadas no ano que vem.

BN: Para finalizar, o que o eleitor, cansado da velha política brasileira, pode esperar do Novo?

MBF: Em primeiro lugar, um partido que o trate com respeito. Estamos aqui para discutir soluções para nossos problemas sociais - que é o que a política deveria fazer -, e não para participar do velha briga de poder da política brasileira tradicional. Em segundo, um partido com ideias novas sobre o papel do Estado e do cidadão. Queremos que o Estado foque naquilo em que ele é essencial - saúde, educação, segurança, etc. - e pare de atrapalhar a vida das pessoas que querem, com seu trabalho e dedicação, construir um Brasil melhor. Por isso falamos no valor do indivíduo: a velha ideia do Estado como salvador de uma população passiva, impotente, já caducou; ninguém mais acredita nisso. Todos os cidadãos têm um papel ativo a cumprir no desenvolvimento do País. O Novo vem para ser uma ferramenta dessa transformação. #Dilma Rousseff #Reforma política #Congresso Nacional